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A indústria apresenta sua lição de casa

5 de junho de 2012

 rnRelatório inédito da CNI mostra o que os maiores setores produtivos fizeram em 20 anos para reduzir o choque de sua ação no ambienternA indústria brasileira não quer mais o papel de vilã. Vinte

 

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Relatório inédito da CNI mostra o que os maiores setores produtivos fizeram em 20 anos para reduzir o choque de sua ação no ambiente

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A indústria brasileira não quer mais o papel de vilã. Vinte anos depois da Eco-92, o empresariado chega à Rio+20 com um balanço das principais mudanças rumo à sustentabilidade feitas em 16 setores que somam 90% do PIB.

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O levantamento será apresentado no dia 14 em um evento pré-conferência promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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“A indústria fez muito nesses 20 anos, mas não havia sistematizado”, diz Monica Messenberg, diretora de relações institucionais da CNI. Mudar a cultura e as formas de produção não são coisas que se façam do dia para a noite, explica ela.

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“Desde a Eco-92, a indústria levou uma década para começar as mudanças. Por isso, não dá para adiar mais. Temos de começar agora, sair do discurso romântico e trabalhar a questão racional de que uma economia sustentável é viável. E fazer com que esse movimento não seja só um nicho, mas a base.”

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O documento é dividido em 16 fascículos setoriais e lista experiências de êxito. No texto, ao qual a Folha teve acesso, estão entre os destaques os setores de papel e celulose, sucroenergético e até alguns que historicamente lideram ranking de poluidores, como o automotivo e de mineração.

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“Há empresas que advogam ser verdes e não o são. Por isso, estamos destacando aquelas que efetivamente estão avançando.”

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NOVA REVOLUÇÃO

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“A palavra-chave é inovação. Vivemos uma nova revolução industrial que tem na sustentabilidade um dos motores”, diz a diretora da CNI.

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Os dados da indústria de papel e celulose, por exemplo, mostram que 100% da madeira usada hoje no seu processo de produção sai de florestas plantadas. “É um setor que está na vanguarda, assim como o sucroenergético”, afirma Messenberg.

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Tecnologias desenvolvidas a partir da década de 1980 aumentaram em 83% a produtividade por hectare de eucalipto plantado e em 100%, nas florestas de pinus.

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O relatório da CNI ressalta ainda que o Brasil é campeão mundial na reciclagem de alumínio há dez anos, com um índice de 97,6% de reaproveitamento das embalagens de bebidas em lata.

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Já a indústria sucroalcooleira tem mais a levar à Rio+20 do que o etanol, vedete verde-amarelo entre produtos verdes “made in” Brasil.

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O relatório setorial bate bumbo para o fato de as usinas de açúcar e etanol serem hoje autossuficientes em energia. Elas usam o bagaço da cana como fonte de energia e também como adubo.

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O aproveitamento de resíduos é um trunfo também na mineração, que sempre esteve na berlinda pelas crateras plantadas no solo país afora.

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Segundo a bióloga Cláudia Salles, gerente de assuntos ambientais do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), a reutilização da água no processamento e na extração do minério de ferro no Brasil chega agora a 90%.

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“A indústria de mineração é protagonista no desenvolvimento sustentável ao promover o uso eficiente e racional de recursos naturais”, diz a gerente do Ibram.

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As mineradoras também avançaram no reaproveitamento de resíduos sólidos. “Rejeito deixou de ser rejeito e virou minério”, diz Salles.

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O “milagre” se explica pela inovação e pelo próprio mercado. Além de novas tecnologias na exploração, passou a existir demanda para minérios de baixa qualidade, antes considerados restos.

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CARRO DO FUTURO

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O setor automotivo nacional vai mostrar na conferência que os veículos leves fabricados hoje no Brasil emitem 28 vezes menos poluentes do que na década de 1980.

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“Reduzimos impactos ambientais com ações diretas do fabricante e em toda a cadeia produtiva, mas estamos longe de um produto totalmente compatível com a sustentabilidade”, diz Henry Joseph Jr., presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

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Segundo ele, as montadoras têm consciência de que sustentabilidade não é só filosofia e marketing. “É questão de sobrevivência.”

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Joseph diz não ter dúvidas de que o carro do futuro terá motor elétrico. “Mas não temos ainda respostas satisfatórias de como a eletricidade será gerada e transportada.”

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O engenheiro estima que o veículo híbrido (parte do motor elétrico e outra de combustão) será comercialmente viável em cinco anos.

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A etapa seguinte seria o veículo “plug in”, ligado na tomada para carregar. O terceiro estágio é o carro com geração de eletricidade a bordo. “As outras etapas estão ligadas ao sucesso comercial da primeira”, conclui.

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CADÊ O CARRO ELÉTRICO?

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A Itaipu Binacional mostra na Rio+20 seu 4º protótipo de veículo elétrico: o Marruá, da Agrale. Foram criadas desde 2009 versões elétricas para Iveco Daily, Fiat Palio Weekend e um micro-ônibus, todas sem produção comercial.

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SEIS POR MEIA-DÚZIA

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Carros elétricos não são a panaceia para o fim da poluição mundial, segundo o físico José Goldemberg. “Se a energia for produzida por queima de carvão, do ponto de vista ambiental é trocar seis por meia-dúzia”, diz. Por mais que os motoristas não vejam a fumaça saindo do escapamento, ela estará sendo produzida na usina.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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