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Abertura de quatro novos terminais de portos de importação de minérios de ferro na Província de Shandong

10 de agosto de 2020

O Cônsul-geral do Brasil em Xangai, Gilberto Fonseca Guimarães de Moura, informa em nota a abertura de quatro novos terminais de portos de importação de minérios de ferro – três dos quais localizados nesta jurisdição consular (Rizhao, Yantai e Lanshan, na Província de Shandong) – poderão levar à redução das importações da “commodity” procedentes da Austrália e incentivar as oriundas do Brasil e mesmo da África Ocidental (Guiné).

Os novos terminais de Shandong seriam capazes de acolher navios de grande porte, do padrão “Chinamax”/”Valemax”, capazes de transportar 400 mil toneladas de porte bruto (DWTs). Reduzir-se-ía, assim, e sobremaneira, o tempo e o custo do transporte daquela mercadoria. Normalmente, as mineradoras australianas recorrem a navios do tipo “Capesize”, de 250 a 300 mil DWT. Outro “asset” para o Brasil seria o fato de os Chinamax permitirem o processamento local da mistura dos minérios (“blending”).

“Evidencia-se o interesse do governo em diversificar suas fontes de minério de ferro para assegurar o suprimento interno da “commodity”, ou melhor, reduzir sua dependência de “mercados instáveis”, ou seja, daqueles países com os quais suas relações sejam, mesmo que circunstancialmente, um tanto conflitivas.”, afirma Gilberto Fonseca Guimarães de Moura.

O comércio sino-australiano de minério de ferro continua se expandindo em decorrência da crescente demanda chinesa por aço, insumo vital para seus novos projetos de infraestrutura, de construção civil, automobilístico e naval. O país importa 900 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente, correspondendo à Austrália 60% das importações chinesas (US$ 71 bilhões). Com a retomada das atividades econômicas, a demanda pelo produto cresceu, como apontam os dados estatísticos pertinentes referentes ao passado mês de junho. A China, o maior produtor mundial de aço, importa 4,4 milhões de toneladas métricas de produtos de aço, acabados ou semi-acabados, como complemento à sua produção doméstica.

As informações são do Itamaraty em Nota ao Instituto Brasileiro de Mineração

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