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Anglo American espera investir até US$ 8 bilhões em 2013

15 de fevereiro de 2013

rnSÃO PAULO – A Anglo American estima investimentos de US$ 7,5 bilhões a US$ 8 bilhões em 2013 e entre US$ 6,5 bilhões e US$ 7 bilhões em 2014, disse Cynthia Carroll, presidente do grupo, durante teleconferênc

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SÃO PAULO – A Anglo American estima investimentos de US$ 7,5 bilhões a US$ 8 bilhões em 2013 e entre US$ 6,5 bilhões e US$ 7 bilhões em 2014, disse Cynthia Carroll, presidente do grupo, durante teleconferência sobre o resultado anual da companhia.

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Para este ano, a estimativa considera a elevação no orçamento previsto para o projeto de minério de ferro Minas-Rio, no Brasil, informou a executiva. Em 2012, a mineradora alocou aproximadamente US$ 6 bilhões em bens de capital.

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Segundo Carroll, 2013 provavelmente será melhor em termos econômicos do que o ano passado. “Olhando para o futuro, ainda vemos incertezas, mas os últimos meses mostraram uma melhora”, afirmou. “A recuperação deve continuar nos Estados Unidos e esperamos crescimento robusto nos emergentes.”

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A Anglo American estima uma alta de 7% no Produto Interno Bruto (PIB) da China, um dos mercados mais importantes da companhia, e uma atividade mais forte também na Índia, apesar de a presidente não ter citado números.

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Entre os segmentos em que o grupo atua, Carroll acredita que o de cobre vai continuar “bem balanceado” e provavelmente apresentará um bom crescimento em 2013. A executiva, porém, não será testemunha dessa alta, já que em 3 de abril será substituída por Mark Cutifani, hoje presidente da AngloGold Ashanti.

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O resultado da mineradora Anglo American, assim como o de outras do setor, foi afetado em 2012 por baixas contábeis realizadas em meio a perspectivas piores para seus projetos. O grupo registrou um prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de US$ 1,49 bilhão no ano passado, após apresentar lucro de US$ 6,47 bilhões em 2011.

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O empreendimento que gerou mais perdas às demonstrações financeiras foi o Minas-Rio, de minério de ferro, no Brasil. Outros negócios de platina também sofreram reduções no valor patrimonial, levando a um “impairment” total de US$ 4,6 bilhões em 12 meses. “Isso foi desapontador”, afirmou, em comunicado, Cynthia Carroll, presidente da empresa.

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Mas não foi só o novo cálculo contábil que afetou a linha final do balanço da mineradora. Em 2012, a receita líquida da companhia recuou 6% e atingiu US$ 28,76 bilhões. Além disso, os custos de sua operação foram bem maiores, crescendo 44%, para US$ 30,45 bilhões. Assim, o resultado operacional observado acabou sendo negativo, em US$ 1,69 bilhão.

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Mesmo com os pontos negativos, o desempenho acabou superando as projeções do mercado. A média de cálculos de 23 analistas consultados pela Dow Jones Newswires apontava para um lucro por ação ajustado de US$ 1,99. Esse indicador, que exclui eventos que não afetam o caixa ou não são recorrentes, chegou a US$ 2,24. Com isso, as ações da companhia subiam 3,1% por volta das 6h50 (horário de Brasília) na bolsa de Londres, cotadas a 20,75 libras.

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Os investidores provavelmente também repercutem o aumento no pagamento em proventos divulgado pelo grupo. A mineradora informou que vai elevar os dividendos referentes ao exercício de 2012 em 15%, frente ao ano anterior, para US$ 0,85 por papel e a promessa de que vai continuar entregando caixa aos acionistas. Esse é exatamente o mesmo movimento anunciado ontem pela concorrente Rio Tinto, que também elevou a distribuição em 15%.

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O setor tenta acalmar seus investidores em meio a perspectivas mais adversas para o preço das commodities — que caiu no ano passado — e da demanda pelos insumos, principalmente na China e na Índia, dois dos maiores mercados. Para 2013, a executiva-chefe da Anglo American revelou que as perspectivas do grupo podem ser melhores. A mineradora espera crescimento tanto da economia global como dos preços do minério de ferro, que é sua operação mais importante.

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Entre os projetos mais aguardados para a empresa, está o de Minas-Rio, cuja primeira fase poderá produzir até 29,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

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O problema é que, com uma série de atrasos, o orçamento estourou e a expectativa de investimentos locais já atingiu US$ 8,8 bilhões, informou o grupo. No ano passado, essa perspectiva era de US$ 5 bilhões. Além disso, o primeiro carregamento, que era esperado para este ano, foi adiado para o fim de 2014.

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Fonte: Valor Econômico

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