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Apesar de queda da cotação do ferro, receita do Brasil deve ser estável

27 de novembro de 2018

Cotação internacional do minério de ferro recuou de mais de 8%

A cotação da tonelada de minério de ferro caiu de mais de 8% nos últimos dias, mas o preço agora é realista e deverá ser estável pelos próximos anos, dizem analistas e representantes do setor.

O valor se reduziu, entre outros motivos, porque as fábricas chinesas fizeram compras de minério de qualidade baixa, segundo Hui Shan, a estrategista sênior de commodities do Goldman Sachs.

“Países exportadores não devem se preocupar. A redução aconteceu, em parte, porque o valor estava alto, perto de US$ 80 (R$ 315) por tonelada. O inventário está baixo e a atividade de construção chinesa é saudável.”]

Deverá haver uma flutuação entre US$ 60 e US$ 70 pelos próximos dois anos, segundo especialistas da XP, da Tendências e do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração).

“Esse é um patamar razoável, o preço em US$ 75 é que estava acima do normal. Foi uma correção”, afirma Karel Luketic, sócio da XP.

Em volume, a produção deverá subir com a entrada ou retorno à atividade de minas que estão paradas hoje, segundo Cinthia Rodrigues, gerente de pesquisa do IBRAM.

“A Samarco não produz desde 2015. A Anglo American voltará a operar seu minerioduto, que está em reparos.”

Não houve queda de exportação porque a Vale inaugurou um complexo em Carajás que compensa a paralisação de outras empresas.

“Em termos de receita com vendas, ficaremos praticamente estáveis [nos próximos dois anos]: há o recuo do valor, mas o nível de produção contrabalançará”, diz Felipe Beraldi, da Tendências.

Confira a matéria na Folha de S. Paulo – Coluna Mercado Aberto.

 

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