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Artigo: O carvão no drama da energia

21 de janeiro de 2013

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Por Elifas Simas, Presidente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM)

Que a energia elétrica é o assunto mais pautado dos últimos meses, todo mundo já sabe. De um lado, o governo federal garante que não há risco de apagão, afirmando que são apenas problemas pontuais de transmissão. Por outro lado, os níveis de água dos reservatórios continuam baixos e quedas de energia se tornaram constantes em diversos Estados do país.

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Com este cenário, a geração térmica volta a ser pautada como salvação. No entanto, os debates sobre esse sistema de geração e sua ampliação na matriz nacional estão voltados somente para as térmicas a gás natural.

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Gás este que importamos de países como Argentina e Bolívia, entre outros, o que eleva os custos de energia, que, por sua vez, serão pagos pelo consumidor brasileiro.

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Enquanto isso, o carvão mineral, que existe abundante em diversas regiões do país, permanece com apenas 1,5% de participação na matriz energética nacional. Desde 2009, nenhum grande empreendimento deste tipo de termelétrica pôde ser realizado, em decorrência de o carvão mineral não ter sido incluído nos últimos leilões de energia, por conta de compromissos ambientais assumidos pelo Brasil.

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De fato, ainda há, embora em escala reduzida, emissão de poluentes na atividade das termoelétricas a carvão. Entretanto, levantamos a questão: em vez de desconsiderar o carvão mineral como alternativa, não seria mais coerente, levando em conta os problemas energéticos, investir em tecnologias e pesquisas para tornar esta fonte energética cada vez mais sustentável?

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Países como a Alemanha e os Estados Unidos, em que o carvão ocupa mais de 40% da geração de energia, já possuem tecnologias avançadas no controle de emissão de gases das usinas térmicas.

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Além disso, devemos lembrar que no Brasil a pecuária e o setor de transportes emitem bem mais CO2 do que o setor energético, e nem por isso deixamos de comer carne e usar nossos veículos. O importante não é deixar de utilizar os recursos, mas usá-los com responsabilidade.

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O Rio Grande do Sul, que depende de mais de 60% do fornecimento de energia de outros Estados, disponibiliza 90% das reservas de carvão identificadas do Brasil. Por que então temos que continuar importando gás, importando energia e deixando esta riqueza enterrada? Uma riqueza que, além de energia, geraria empregos e renda para os gaúchos.

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Fonte: Zero Hora

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