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Brasil exporta 30,4 milhões de toneladas de minério de ferro em janeiro

8 de fevereiro de 2018

O Brasil exportou, em janeiro, 30,44 milhões de toneladas de minério de ferro, volume que representa um crescimento de 5,2% em relação às 28,915 milhões de toneladas exportadas no primeiro mês de 2017. Os dados foram divulgados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O faturamento com a exportação da commodity foi de US$ 1,53 bilhão, com preço médio de US$ 50,30 a tonelada. Com isso, a receita ficou abaixo da registrada em janeiro do ano passado, quando o preço médio da tonelada do minério era de US$ 56 e a receita foi de US$ 1,620 bilhão.

Na comparação mensal, com dezembro de 2017, quando foram exportadas 32,766 milhões de toneladas de minério de ferro, houve queda no volume exportado, de 7%. Apesar do menor volume embarcado, a receita com a exportação da commodity se manteve estável, uma vez que o preço médio da tonelada no último mês do ano passado era menor, US$ 46,70.

A balança comercial brasileira abriu o ano com um superávit de US$ 2,8 bilhões, o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 1989, para meses de janeiro, de acordo com o MDIC. As exportações totalizaram US$ 16,968 bilhões, resultado recorde para o período e que representou um crescimento de 13,8% em relação a janeiro de 2017. As importações somaram US$ 14,199 bilhões, com um aumento de 16,4% na comparação o mesmo mês do ano passado.

As exportações tiveram crescimento tanto em relação aos preços (0,81%) quanto às quantidades (12,9%), em todas as categorias de produtos. Entretanto, o resultado positivo foi puxado especialmente pela venda de manufaturados, que no período registraram alta de 23,6%. “Esse aumento das quantidades exportadas está principalmente relacionado ao aquecimento da demanda mundial”, diz o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações, Herlon Brandão. “O PIB mundial cresceu mais de 3% em 2017 e espera-se que ocorra crescimento nessa ordem em 2018”, afirma.

Houve crescimento nos embarques de aviões (474%), óleos combustíveis (323%), açúcar refinado (294%) e máquinas para terraplanagem (171%), entre outros produtos. “A economia mundial aquecida demanda produtos brasileiros. Por outro lado, o Brasil tem aumentado a sua produção, principalmente de bens agrícolas, de petróleo, de minério. O investimento nessas áreas faz com que o país tenha excedente para ser exportado”, afirma Brandão.

O mês de janeiro também apresentou resultado expressivo nas importações, que tiveram aumento, em volume, de cerca de 10%. Cresceram nesse período as compras de combustíveis e lubrificantes (96,3%), de bens de consumo (19,2%), de bens de capital (11,4%) e de bens intermediários (5,8%).

“Esperamos que as importações cresçam a taxas superiores a das exportações em 2018. A expectativa de crescimento do PIB é de 3%, o que deve incentivar a importação de bens. Isso vai fazer com que o saldo anual diminua, mas ainda positivo e entre os maiores da história, na casa dos US$ 50 bilhões”, declara Brandão.

Países

Os cinco principais compradores de produtos brasileiros foram China, US$ 3,366 bilhões; Estados Unidos, US$ 2,247 bilhões; Argentina, US$ 1,205 bilhão; Países Baixos, US$ 871 milhões; e Chile, US$ 540 milhões. Os principais mercados fornecedores, em janeiro, foram China, US$ 2,844 bilhões; Estados Unidos, US$ 2,390 bilhões; Alemanha. US$ 876 milhões; Argentina, US$ 727 milhões; e Coreia do Sul, US$ 540 milhões. Com informações do MDIC.

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