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CEREST REALIZOU FÓRUM REGIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR DE MINERAÇÃO

5 de novembro de 2015

Anualmente são produzidos cerca de 90 milhões de veículos no mundo.

Anualmente são produzidos cerca de 90 milhões de veículos no mundo. Para atender às demandas ambientais, os carros estão cada vez mais leves e menos beberrões e utilizam materiais cada vez mais eficientes. Essa busca por automóveis mais sustentáveis colocou em destaque um mineral conhecido apenas pelos especialistas no ramo: o nióbio.

O mineral torna o aço mais resistente e maleável e é uma aposta da indústria para reduzir o peso dos veículos. Nenhuma empresa está tão preparada para atender às novas demandas quanto a Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), a maior fornecedora de nióbio do mundo, com 80% do mercado.

A CBMM, instalada na cidade mineira de Araxá e controlada pela família Moreira Salles, também acionista do banco Itaú, descobriu que adicionar 300 gramas de nióbio à estrutura metálica de um carro médio pode diminuir até 150 quilos de seu peso total. A economia de combustível é significativa: perto de 1 litro para cada 200 quilômetros percorridos.

Assim como é importante para a indústria de automóveis, o minério é decisivo para dezenas de outros setores — pode ser encontrado em lâminas de barbear, foguetes, plataformas de petróleo… Por tudo isso, o nióbio vale 45 vezes mais do que o alumínio — e é extremamente rentável. O lucro da CBMM em 2014, de 517 milhões de dólares, proporcionou uma rentabilidade sobre o patrimônio de 47%. 

A liderança absoluta num mercado tão lucrativo e sua capacidade de avançar com tecnologia renderam à CBMM o posto de melhor companhia do setor de siderurgia e metalurgia de MELHORES E MAIORES. Com vendas líquidas de 1,4 bilhão de dólares no ano passado, a empresa cresceu 12% acima do apurado em 2013. 

Num ano em que o mercado global do aço enfraqueceu, a CBMM teve ajuda da desvalorização do real — o que foi muito bem-vindo porque 95% de suas vendas são para fora. Tão bom quanto o retorno atual do negócio é a perspectiva que a CBMM, tem de continuar a crescer. “Apenas 10% do aço produzido no mundo tem nióbio”, diz Tadeu Carneiro, presidente da CBMM. 

Para ele, o pouco conhecimento sobre o produto, em grandes áreas da indústria, é uma enorme oportunidade a explorar. Quando a CBMM iniciou as operações, há 60 anos, cerca de 80% das vendas eram dedicadas ao setor de óleo e gás. Hoje, o mercado automotivo responde por 25% do faturamento. A diversificação dos clientes não pode parar. 

“É preciso que a empresa busque sempre formas de ampliar a utilização do nióbio nos mais variados segmentos de mercado para que não seja dependente de nenhum deles”, diz Mirian Zacareli, diretora da consultoria KMZ. A CBMM agora está investindo em terras raras, minerais obtidos do resíduo da produção de nióbio e que têm dezenas de aplicações, como em componentes eletrônicos. 

Essa é uma das prioridades do investimento de 1 bilhão de reais que prevê fazer no Brasil até 2017. Para a CBMM, o que já está bom pode ficar ainda melhor nos próximos anos.

Fonte: Revista Exame
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