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CNI: PLANO BRASIL MAIOR É “PASSO IMPORTANTE”

4 de abril de 2012

CNI aprova mudanças anunciadas pelo governo; economista Samy Dana comenta plano mas diz que é preciso rever outros problemas O governo federal anunciou, nesta terça-feira, novas medidas para aquecer a economia e ajudar a ind

CNI aprova mudanças anunciadas pelo governo; economista Samy Dana comenta plano mas diz que é preciso rever outros problemas
 
O governo federal anunciou, nesta terça-feira, novas medidas para aquecer a economia e ajudar a indústria a enfrentar a crise econômica internacional dentro do Plano Brasil Maior. Segundo o anúncio, foram reforçadas ações sobre o câmbio, medidas tributárias, com a desoneração da folha de pagamento, e estímulos à produção nacional.
 
O anúncio foi visto de forma positiva pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), que destacou que este é “um passo importante” para melhorar o ambiente de negócios e ajudar o processo de reindustrialização – o aumento da participação da indústria na produção e no emprego.
 
Para o economista Samy Dana, da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), as medidas visam, principalmente, diminuir a carga tributária do país, que atualmente é uma das maiores do mundo. Entretanto, segundo o especialista, apesar de positiva, há outras questões que deviam ser analisadas.
 
“O índice de competitividade do Fórum Econômico Mundial, que analisa 142 países, colocou o Brasil na 53ª posição. Ou seja, essa é uma situação muito ruim para um país que almeja ser uma das principais economias do mundo”, opinou Dana. “Em alguns quesitos, como a questão do spread bancário, a situação é ainda pior. O Brasil fica na 137ª posição, só ganha de Madagascar”, completou.
 
Competitividade
 
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, também aponta a competitividade como um dos fatores que prejudicam o país. “O problema da indústria não é conjuntural. Reflete uma situação estrutural, de problemas de competitividade sistêmica, que precisa ser mudada com uma estratégia clara e com objetivos bem definidos. As medidas anunciadas representam um passo no enfrentamento dessas questões”, assinalou Andrade, segundo nota divulgada pela confederação.
 
Ainda segundo o professor Samy Dana, o Brasil tem hoje uma série de outros problemas que devem ser combatidos, além da carga tributária. “Tem a carga tributária elevada, que é um problema, de fato. Mas será que os setores têm competição? Será que as margens das empresas não são muito altas? Passa por uma questão de regulação, de critérios. Temos um dos carros mais caros do mundo, o iPad e iPhone mais caros do mundo…”, exemplificou o professor.
“Falta competitividade. A redução da carga tributária é importante, mas tempos problemas de infraestrutura que precisam ser resolvidos”, salientou.
 
Folha de pagamento
 
Em relação à folha de pagamento, foi anunciada desoneração da alíquota de 20% do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em contrapartida, o empresariado terá que recolher aos cofres do governo de 1% a 2,5% do faturamento. Pelo Plano Brasil Maior, anunciado em agosto do ano passado, a alíquota era 1,5%, mas nem todos os setores aderiram. As novas medidas devem beneficiar 15 setores, principalmente da indústria intensiva.
 
O economista Samy Dana também considerou a mudança positiva. “Precisamos competir com países como a China e nosso custo de folha de pagamento é muito caro”. Mas alertou que é necessário rever a previdência social. “Esse ponto é mais sério, não deve ser uma medida simples. É preciso que seja feita uma reforma da previdência”, concluiu.

 

Fonte: Band.com.br

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