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Com preços mais altos, Alcoa pode voltar a lucrar

8 de janeiro de 2013

rnA Alcoa inaugura hoje a temporada de balanços do quarto trimestre de 2012 possivelmente com a volta ao azul, depois do prejuízo no mesmo período do ano passado, graças à recuperação dos preços

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A Alcoa inaugura hoje a temporada de balanços do quarto trimestre de 2012 possivelmente com a volta ao azul, depois do prejuízo no mesmo período do ano passado, graças à recuperação dos preços do alumínio e a um eficiente programa de corte de custos.

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O consenso de mercado, compilado pela agência Dow Jones, estima ganhos de US$ 0,06 para a ação da fabricante americana de alumínio no quarto trimestre, ante as perdas de US$ 0,03 apuradas em igual período de 2011.

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A empresa é considerada um termômetro para a economia dos Estados Unidos, pois fornece matéria-prima para a fabricação de utensílios domésticos, automóveis, aviões e edifícios.

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A melhora dos preços do alumínio fez o Bank of America Merrill Lynch (BofA) e o Goldman Sachs trocarem a projeção de prejuízo de US$ 0,01 no trimestre por ganhos de US$ 0,03 e US$ 0,05, nesta ordem. Nos três meses anteriores, o movimento foi oposto, diante de um cenário de baixa demanda.

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O Goldman Sachs projeta que o segmento de produção de alumina e materiais primários se recupere em relação ao terceiro trimestre. Os elevados preços de venda tendem a superar a fraqueza das exportações que marca o período. Mas o segmento de produtos laminados e de engenharia, sazonalmente mais fraco, pode ofuscar a melhora.

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A expectativa é que a Alcoa encerre o ano com receita de US$ 23,39 bilhões e lucro por ação de 0,23, segundo o Goldman. O BofA projeta faturamento de US$ 23,46 bilhões e ganhos de US$ 0,22 por papel.

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O corte de custos e a demanda da China tendem a permear a expectativa de investidores para 2013. Apesar do recente fortalecimento do preço do alumínio, o excesso de oferta permanece uma preocupação, alertam os bancos.

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“Acreditamos que a Alcoa continuará a focar no corte de custos, no aumento de produtividade e no fortalecimento das operações do projeto Ma’aden, na Arábia Saudita”, afirmam os analistas Timna Tanners, Christopher Brown e Devin Corr, do BofA.

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Ma’aden, um empreendimento conjunto que deve ser o projeto de mais baixo custo para a produção de alumínio da empresa no mundo, prevê o início da produção de uma fundição e uma laminadora neste ano. Os investimentos aos poucos diminuirão, ao mesmo tempo em que a capacidade aumentará.

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Para o Goldman Sachs, a perspectiva de melhora da demanda na China e do mercado de commodities não justificam o a compra da ação no curto prazo. “Mesmo com altos níveis de consumo, a China somente poderia consumir 80% de sua capacidade, o menor patamar dos minérios de base. Além disso, os prêmios [do alumínio no mercado à vista] podem desaparecer rapidamente com a inflação e o aumento das taxas de juros”, afirmam os analistas Sal Tharani, Chelsea Bolton e David Wang, em relatório.

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O banco projeta crescimento de 11% no consumo de alumínio no país em 2013, ante a estimativa de alta de 8% em 2012. Para os analistas, é necessária a redução da capacidade em, ao menos, mais 10% fora da China, para equilibrar o mercado fora do país. Assim, as compras estratégicas de Pequim tendem a surtir pouco efeito sobre os fundamentos do setor.

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As duas instituições de análise adotam recomendação “neutra” para a Alcoa. O Goldman tem preço-alvo de US$ 9, o que implica em uma desvalorização de 2,8% ante o fechamento do pregão de sexta-feira. O BofA estima o valor da ação em US$ 10, com expectativa de alta de 8%.

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Fonte: Valor Econômico

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