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Condições melhores no mercado global

17 de janeiro de 2013

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O efeito combinado das medidas tomadas pelos governos europeus, focadas na sustentabilidade fiscal, e pelo Banco Central Europeu (BCE), no que tange a defesa do euro, fez com que diversos indicadores de risco melhorassem substancialmente, voltando para patamares observados no início de 2010. Esta é a avaliação do Banco Mundial no relatório “Global Economic Prospects January 2013”.

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Outros fatores cruciais para a distensão do mercado foram o avanço do processo de recapitalização dos bancos tanto nos EUA quanto na Europa e a imensa injeção de liquidez feita por BCE, Federal Reserve e Banco do Japão.

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O efeito prático da melhora no comportamento dos ativos foi a queda disseminada dos prêmios de risco, como visto nos CDS (“credit default swap”), que mostram o custo de um seguro para garantir a dívida calculado com base nos papéis soberanos. Os CDS da maioria dos países da zona do euro voltaram para os níveis de janeiro de 2010, ou seja, em baixa entre 343 e 1.126 pontos-base em relação aos picos vistos nos últimos dois anos. Os “yields” (retornos) dos bônus soberanos da região caíram em vários pontos da curva de maturidade, reduzindo o custo de financiamento dos governos. O incremento na confiança ajudou os mercados acionários dos países desenvolvidos, que apresentaram alta de 12,7% em 2012, sendo 10,7% apenas no segundo semestre.

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A melhora das condições do mercado financeiro global foi sentida também pelos emergentes. As evidências são: os fluxos de capital estrangeiro, que caíram de 30% a 40% entre maio e junho e voltaram a atingir novas máximas; os spreads dos títulos soberanos recuaram 127 pontos-base desde junho; e os mercados acionários subiram 12,6% desde junho.

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A percepção de risco declinou também nos países emergentes, onde os CDS caíram, em média, 112 pontos-base desde junho. Os yields dos bônus soberanos estão 282 pontos-base abaixo da média entre 2000 e 2010, o que significa que o preço subiu. Ademais, a qualidade do crédito desses países continuou a melhorar em 2012, fazendo com que houvesse 27 “upgrades” no rating soberano, número superior aos 19 “downgrades” concedidos pelas agências de classificação de risco. Como comparação, nos países desenvolvidos houve 20 “downgrades” e nenhum “upgrade”.

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A conjunção da queda do prêmio de risco com os estímulos monetários nos países desenvolvidos fez com que os fluxos de capital para os emergentes dessem um salto na segunda metade de 2012, depois de queda de 15,5% no segundo trimestre, atingindo US$ 170 bilhões no último trimestre, nível mais alto desde agosto de 2008.

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Mais contundente foi a recuperação das emissões de bônus, beneficiando principalmente as empresas com grau de investimento e participação estatal majoritária na América Latina, Europa e Ásia Central. As boas condições de mercado viabilizaram a entrada de novos emissores soberanos e corporativos. Angola e Zâmbia emitiram pela primeira vez na história e a Bolívia pela primeira vez em 90 anos. Preparam-se para a primeira emissão Paraguai, Ruanda, Quênia, Tanzânia e Uganda.

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Mas esse cenário não é isento de riscos. O Banco Mundial destaca quatro principais: 1) a não conclusão das reformas estruturais na zona do euro. Nesse caso, os países mais vulneráveis poderiam perder acesso ao mercado, subtraindo 1,1% do PIB dos emergentes; 2) a falta de acordo sobre a elevação do teto da dívida nos EUA, o que reduziria o PIB do país em 2,3% e do mundo em 1,4%; 3) uma queda abrupta das altas taxas de investimentos da China, o que derrubaria os preços das commodities; e 4) uma interrupção na oferta de petróleo e alta importante de preços de alimentos, especialmente em um cenário de baixos estoques.

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Fonte: Valor Econômico

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