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CPRM analisa metais coletados em Mucajaí

25 de abril de 2012

rnA etapa de campo do processo de mapeamento dos pontos em Roraima onde é possível encontrar o conjunto de óxidos metálicos chamados terras-raras foi finalizada essa semana. A pesquisa faz parte do programa Terras-Raras Br

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A etapa de campo do processo de mapeamento dos pontos em Roraima onde é possível encontrar o conjunto de óxidos metálicos chamados terras-raras foi finalizada essa semana. A pesquisa faz parte do programa Terras-Raras Brasil do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia. 

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Nessa primeira fase, foram coletadas pela equipe amostras na região do Repartimento, em Apiaú, no Município de Mucajaí, local onde foi detectado terras-raras com potencial para exploração em 2010, durante pesquisa realizada pelo CPRM, no projeto Fosfato do Brasil. Os levantamentos também são realizados no Município de Iracema, mais precisamente em Campos Novos.

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Conforme o chefe do Núcleo de Apoio ao Serviço Geológico no Brasil em Roraima, Jean Flávio Cavalcante Oliveira, posteriormente a coleta em campo das amostras tem início a parte de análises em laboratório. A previsão é de que até o final de 2013 os primeiros relatórios estejam prontos.

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Ele informou ainda que, paralelamente, uma empresa de consultoria contratada pelo CPRM também está desenvolvendo em área um trabalho de campo mais amplo coletando amostras para análise da incidência de terras-raras.

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Na região do Repartimento já havia um relatório datado da década de 80 com a indicação dos metais, mas o potencial real só foi descoberto recentemente. Resultados de rochas e amostras do solo analisadas em laboratórios mostraram que a região é rica em elementos de terras-raras. 

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Esses minerais conferem características especiais a ligas metálicas utilizadas em equipamentos de última geração, como tablets, telefones celulares e lasers. O conjunto de 17 minerais que formam os óxidos denominado terras-raras tem caráter estratégico para o governo brasileiro, conforme Jean Flávio.

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O programa Terras-Raras Brasil existe há quatro anos, mas está sendo intensificado agora em razão da exigência do mercado. Os insumos, aplicados em eletroeletrônicos de alto desempenho, como dispositivos de mísseis e circuitos de computadores, além da composição do motor elétrico dos carros híbridos, é alvo de uma disputa acirrada. 

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O consumo mundial dos 17 elementos químicos atualmente é de 150 mil toneladas por ano. Aproximadamente 97% da demanda mundial são supridos pela China. Contudo, o governo chinês criou cotas de exportação, superdimensionando o preço do produto. 

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Em todo o país, o programa de pesquisa será desenvolvido em três etapas e concluído em 2014. Com recursos de R$ 15 milhões, resultará no mapeamento completo do Brasil e o conhecimento de seu potencial para terras-raras, com ênfase para Roraima, onde os trabalhos serão executados pelo Núcleo de Apoio de Roraima (Naro).

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Fonte: Folha de Boa Vista

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