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Devex cresce com aumento da automação nas minas

16 de julho de 2012

rnO processo de automação de minas no Brasil avançou nos últimos 12 anos. Em 2000 as lavras automatizadas representavam apenas 5% do universo dos projetos capacitados para adotar o sistema e, este ano, o percentual atingiu

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O processo de automação de minas no Brasil avançou nos últimos 12 anos. Em 2000 as lavras automatizadas representavam apenas 5% do universo dos projetos capacitados para adotar o sistema e, este ano, o percentual atingiu 25%. Hoje, as minas controladas em salas fechadas somam 50 e a tendência é este número aumentar porque o mercado está aquecido, disse ao Valor o presidente-executivo da Devex, Guilherme Bastos. A empresa de capital nacional afirma que é líder do segmento no país, com 85% de participação.

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Com esse cenário favorável, Bastos já trabalha com previsão de um aumento de 42% no faturamento bruto da empresa em 2012, algo na casa dos R$ 60 milhões. “Pela primeira vez, nos últimos 15 anos, a Devex está com 50% das ordens de compra previstas para o ano inteiro fechadas até maio”, comemorou o executivo.

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Bastos acredita que, com as demais vendas programadas até dezembro, vai ampliar o processo de internacionalização da empresa. A Devex tem clientes e escritórios no Peru, Chile e Austrália e está em conversas com mineradoras da Rússia, Marrocos e Indonésia e vai abrir escritórios no Canadá e na África do Sul.

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Para o presidente da Devex, as mineradoras optam pela automação porque tem a vantagem de otimizar as operações para extração de minério, melhorar a segurança dos trabalhadores, regular a velocidade dos equipamentos, testar fadiga do operador e evitar colisão dos caminhões.

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“As mineradoras têm manifestado muita preocupação com a segurança das minas, em especial dos trabalhadores”, diz Bastos. Recentemente a Devex foi procurada pela Vale Inco, que tem minas subterrâneas de níquel no Canadá, onde houve um acidente com dois mineiros. A subsidiária da Vale queria conhecer o sistema de segurança da Devex para pessoas que trabalham nesse tipo de mina. “Nós apresentamos um rastreador de pessoas desenvolvido com tecnologia própria. O dispositivo é colocado no cinto dos mineiros. A diferença do nosso para os concorrentes é que ele dispensa outros procedimentos, como passar o dispositivo na roleta ao entrar na mina”, contou Bastos. “Basta acoplá-lo ao cinto”.

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No momento, o equipamento está sendo implantado de forma piloto numa mina da AngloGold. Outro sistema importante no mix da Devex tem foco voltado totalmente para minas subterrâneas. Lançado no mercado em 2011, abrange mais que o monitoramento da frota da mineradora. “Esse sistema tem controle de todos os ativos, permitindo monitorar todo a operação da mina subterrânea”. O sistema está sendo instalado na Mina Pilar, nova área de extração de ouro da Yamana Gold, em Pilar (GO) para controlar a ventilação da mina, o sistema de abastecimento, a manutenção dos equipamentos e a segurança das pessoas. A mina entrará em operação em 2013.

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A Devex tem fábrica em Contagem (MG). “Só importamos chips e usamos um sistema anticolisão de propriedade intelectual da suíça Safemine. Mas a placa mãe é projeto nosso”, disse Bastos. A Devex produz ainda computadores de bordo, antenas repetidoras, sensores de vibração de caminhão e de presença humana.

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Os contratos de automação da Devex são, em geral, de três anos e se concentram nas minerações de ferro, como as da Vale, MMX, CSN, Anglo American e Namisa, todas a céu aberto. Mas já tem diversificações. O interesse das minas subterrâneas e do setor de mineração de calcário começa a crescer. Só há duas minas de calcário automatizadas, em Ijaci (MG), da Camargo Corrêa, e a de Metalar, da Bunge, em Cajati (SP).

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A Devex é controlada pelos empresários Guilherme Bastos e Luiz Thomaz do Nascimento (diretor de Produtos e Inovação) e participação da FIR Capital e mais três minoritários.

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Fonte: Valor Econômico

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