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Entrevista: Sérgio Santos

14 de fevereiro de 2013

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No Brasil permeado pela corrupção e falta de ética, sobretudo na esfera do poder, exemplos de honestidade  ainda persistem. Essa é a conclusão do cineasta Sérgio Santos, 58, depois de  realizar o documentário Dr. Antunes, que resgata a vida de Augusto Trajano Azevedo Antunes (1906-1996), precursor da moderna indústria mineral brasileira.  Dr. Antunes marcou a história pelo pioneirismo e sensibilidade social. Entre os grandes feitos, provou ser possível minerar na Amazônia, construiu a ferrovia do Aço e criou a primeira previdência privada do país. O filme lançado nacionalmente, em BH, exibe imagens históricas, com depoimentos de peões, diretores e  empresários, entre eles Eliezer Batista (pai de Eike Batista) , que conviveram com Antunes. Mineiro, radicado no Rio, Sérgio falou à Viver .

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Como surgiu a ideia do documentário?
Dr. Antunes foi o maior empresário brasileiro, mas ficou pouco conhecido porque era reservado, nunca teve assessoria de imprensa e procurava não aparecer em nada. A vida dele é a história da mineração brasileira. Fundou em Minas, há 70 anos, a Indústria e Comércio de Minérios S/A (Icomi) e, mais tarde, a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração (Caemi)), detentora do controle acionário da Icomi e responsável pela exploração de jazidas de manganês da serra do Navio (AP), em associação com a Bethlehem Steel Corporation, siderúrgica norte-americana. A realização do filme foi possível graças ao patrocínio do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), MRS Logistica, Ecometais e Mitsui & Co e Anglo American Brasil.
 
Como foi o processo de recuperação de imagens?
Descobrimos cenas gravadas nos anos 1950, 60, no Amapá, na floresta amazônica, da construção da Icomi, que foi a maior mina de manganês do país. Lá dr. Antunes construiu uma cidade, Serra do Navio, para os funcionários, com hospital, escola e serviço de tratamento de esgoto.  As imagens estavam em péssimas condições no Amapá, naquele calor úmido. Levamos para São Paulo, onde a recuperamos. Depois fizemos levantamentos em Minas, onde dr. Antunes começou a exploração de minério, nos anos 1940.
 
O que mais lhe chamou atenção na vida de dr Antunes?
Nos anos 1990, eu tinha uma produtora e realizei documentário para ele, no Amapá. Fiquei impressionado. Quando não havia legislação específica, ele tinha preocupação com o meio ambiente e educação. O filme exibe Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, cantando Love me Tender, de Elvis Presley. Ela nasceu em Serra do Navio. Seus pais eram funcionários da mineradora. Enquanto ela canta, mostro cenas antigas das crianças, filhas de funcionários que moravam lá. 
 
Qual o maior legado de dr. Antunes?
Exemplo de administração correta, honestidade e ética. Ele controlava o maior grupo empresarial brasileiro, que era a Caemi, mas levava vida simples. Todos os funcionários o adoravam. Seja do mais humilde ao diretor, a preocupação dele é que todos estivessem bem, fez o primeiro fundo de previdência privada do país. Os ex-funcionários lutaram para conseguir patrocínio.
 
Um exemplo para novas gerações?
Ninguém é obrigado a seguir esses canalhas que nos governam não. A proposta do filme é mostrar um homem que realizava projetos gigantescos, tirava do nada. Também salvou o projeto Jari, a convite do governo. Tudo dele foi um sucesso. Depois que ele morreu, a família não pôde assumir,  a Vale assumiu tudo.

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Fonte: Revista Viver Brasil

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