NOTÍCIAS

Estrangeiro avança sobre pesquisa mineral no país

28 de maio de 2012

 rnEmpresas de outras nações têm direitos sobre área equivalente a um PernambucornNo grupo das 50 maiores companhias, estrangeiros ficam com mais de um terço do total das terrasrnEmpresas estrangeiras controlam

 

rn

Empresas de outras nações têm direitos sobre área equivalente a um Pernambuco

rn

No grupo das 50 maiores companhias, estrangeiros ficam com mais de um terço do total das terras

rn

Empresas estrangeiras controlam a pesquisa de pelo menos 10 milhões de hectares em riquezas minerais no país, o equivalente ao território de Pernambuco. No grupo das 50 maiores empresas, os estrangeiros abocanham mais de um terço do total.

rn

É o que revela levantamento inédito obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. No dia 16, quando a lei entrou em vigor, a reportagem pediu ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e Energia, a relação das empresas e pessoas com direito à pesquisa e à exploração do subsolo.

rn

O DNPM mandou no dia seguinte a lista com 14 mil empresas e pessoas físicas com direitos de pesquisa sobre 78 milhões de hectares no país, o equivalente aos territórios dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais juntos.

rn

Entre as companhias, as 50 maiores detêm 28 milhões de hectares, 36% nas mãos de estrangeiros. Eles criam empresas no país em nome de brasileiros, mas sob controle e capital estrangeiros.

rn

Desde 1995, mineradoras estrangeiras podem operar por meio de filiais, com exceção de áreas em faixas de fronteira, onde o estrangeiro pode deter até 49% do controle acionário da empresa.

rn

A exploração do subsolo no Brasil é feita em duas etapas. Primeiro, a empresa precisa obter o alvará de pesquisa, que tem validade de três anos e pode ser renovado. O alvará “trava” o acesso ao subsolo da área -outra empresa não pode explorar a área já separada para pesquisa. Para receber o alvará, pagam-se R$ 2,23 por hectare.

rn

A segunda fase é a exploração. Para a portaria de lavra, a empresa precisa comprovar sua capacidade, medida não prevista para a pesquisa. Em abril, o DNPM registrava lavras em 3,4 milhões de hectares.

rn

A diferença entre a área pesquisada (78 milhões de hectares) e a lavrada (3,4 milhões) indica, para especialistas, que muitos titulares dos alvarás de pesquisa só “travam” o acesso ao subsolo. A “especulação” se verifica principalmente entre as pessoas físicas, que podem pesquisar, mas não explorar (leia texto ao lado).

rn

RISCO

rn

O geólogo João Cavalcanti já descobriu jazidas para o empresário Eike Batista, o banqueiro Daniel Dantas e o grupo Votorantim. Agora é dono do próprio negócio: a World Mineral Resources.

rn

Tem 238 mil hectares reservados para pesquisa e afirma ter descoberto na Bahia 1 bilhão de toneladas de ferro.

rn

Vai abrir 40% do capital da sua firma para grandes investidores internacionais.

rn

O empresário Hélio Diniz representa o canadense Forbes & Mainhattan, que controla seis mineradoras no Brasil. Todas com sede no centro de Belo Horizonte. Diniz anuncia investimentos de US$ 6 bilhões até 2016.

rn

A Falcon Petróleo pesquisa xisto betuminoso na faixa de fronteira com o Uruguai, no Rio Grande do Sul, onde a atividade de estrangeiros enfrenta restrições. A saída encontrada: “A Falcon tem três sócios brasileiros majoritários. A Rio Tinto também faz isso em Corumbá”.

rn

A Cowley Mineração, subsidiária da inglesa Cowley Mining, conta com 244 mil hectares para pesquisar ouro e bauxita, mas ainda não explora os minérios. O diretor no Brasil, Igor Mousasticoshvily, cita dificuldades: “É um negócio de risco. No atual ambiente de mercado, é difícil captar recursos”.

rn

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



Cazaquistão recebe este ano o World Mining Congress

16 de abril de 2018

Com uma gama diversificada de commodities minerais, o Cazaquistão é o maior produtor mundial de urânio, o segundo maior de cromita e…

LEIA MAIS

Instituto Tecnológico Vale abre inscrições para nova turma de Mestrado

22 de outubro de 2018

Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Minas Gerais, acaba de abrir as inscrições para o processo seletivo 2019 do Mestrado Profissional…

LEIA MAIS

Redes e Imerys capacitam fornecedores em projetos sociais

8 de outubro de 2018

Com o objetivo de fomentar a capacitação de fornecedores locais, as indústrias paraenses têm buscado, cada vez mais, a parceria…

LEIA MAIS