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Exploração mineral de ouro e diamantes caminha a ‘passos lentos’ no Amazonas

9 de janeiro de 2013

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O potencial do Amazonas está em estudo desde a descoberta da pedra Quimberlito, a rocha-mãe do diamante.

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O Amazonas é uma das últimos Unidades Federativas em exploração mineral do País. A falta de conhecimento, mercado e empreendedorismo no setor fazem o Estado perder milhões de reais todos os anos.  A afirmativa é do superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marcos Oliveira.

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Há três locais no Amazonas com ocorrências de diamantes: o Sul do Estado e os municípios de Barcelos e Maués. Questionado sobre a ausência de exploração específica para a gema,  o superintendente explicou que o governo federal tem prioridades diferentes.

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Hoje, o Brasil importa cerca de 90% do potássio necessário para seu consumo, 60% do fosfato e está a procura de terras-raras – uma cadeia composta por 14 elementos químicos -, amplamente utilizadas  nas fabricações de eletroeletrônicos, como celulares e tablets.

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O potencial para a exploração de minerais, incluindo os diamantes, está em estudo desde a descoberta da pedra Quimberlito, a ‘rocha-mãe’ da pedra preciosa, no Amazonas. Em todo o País, a  maior empresa mundial de exploração da pedra preciosa (De Beers – A Diomand is forever), classificou mais de mil pontos de ocorrências. A lista das ocorrências foi enviado para o CPRM. A autarquia iniciou a reavaliação dos locais, encontrando mais de 50 novas ocorrências. Algumas delas estão no Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e  em Roraima, onde já são conhecidas, especialmente na Reserva Indígena Roosevelt.

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O Estado tem uma Secretaria específica para a mineração, considerada pelo superintendente como auxiliar na propaganda do Amazonas com terras em potencial. Este tipo de estratégia é necessária para aumentar o interesse de empresas privadas.“A iniciativa das companhias particulares é vital, porque é preciso  investimento, e esta etapa não é com o governo federal ou estadual. O processo é demorado, podendo durar até 15 anos”, salientou Oliveira. Os aportes financeiros atendem as necessidades de se criar vias de acesso e instalar energia elétrica, por exemplo, e ainda fazer as pesquisas para saber se o local pode vir a ser uma mina.

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A procura por ouro no Amazonas ainda é recente, comparando-se a outros locais do Brasil, mas tem grande potencial para crescer. Dados do Garimpo do Eldorado do Juma, em Apuí, estimam que uma tonelada do material já foi retirada desde 2006. Com o quilo do metal cotado em torno de R$ 97 (em agosto de 2012), a quantia chega a R$ 97 milhões. O metal é encontrado desde a Cordilheira dos Andes até a região Sul do Estado, nos municípios de Novo Aripuanã, Apuí e Maués.

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Potencial a ser explorado

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O superintendente citou exemplos mais melhorias criadas pelo setor de mineração, vistas em Pitinga  (mina encontrada no município de Presidente Figueiredo): a abertura de estradas e a geração de emprego e renda a famílias. Mesmo com alto investimento, o retorno financeiro ainda acontece nos dias atuais.

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“Algumas pessoas já vieram até nós e nos mostraram pedras, dizendo ter extraído na fronteira entre o Amazonas e o Pará. Temos relatos de garimpos ilegais naquela região, mas ainda precisamos confirmar e isso só pode ser feito no local”, afirmou o superintendente.

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Fonte: Portal Amazonia

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