NOTÍCIAS

Ferbasa prevê crescer até 5,4% este ano

11 de janeiro de 2013

rnA Ferbasa, fabricante brasileira de ligas de cromo e silício, com ações listadas na Bovespa, espera crescer 5,4% neste ano em receita e aposta que medidas recentes do governo e o mercado externo puxem suas vendas, depois d

rn

A Ferbasa, fabricante brasileira de ligas de cromo e silício, com ações listadas na Bovespa, espera crescer 5,4% neste ano em receita e aposta que medidas recentes do governo e o mercado externo puxem suas vendas, depois de um 2012 de estagnação. No entanto, a companhia começa o ano com cautela, diz Geraldo Lopes, presidente da companhia.

rn

Antes de investir, o executivo informa que vai esperar sinais de melhora de seus clientes. A princípio, os planos são de desembolso menor neste ano do que no ano passado, e apenas para projetos já em andamento.

rn

A esperança da Ferbasa para deixar para trás um 2012 ruim é que suas receitas no Brasil cresçam puxadas por dois fatores: o fim da guerra dos portos, que incentivava a entrada de produtos de aço inox (seu grande mercado) importados, e a elevação de alíquota de importação para estes mesmos itens. “As medidas recentes do governo nos fazem crer que 2013 será melhor”, disse Lopes ao Valor.

rn

Em 2012, a empresa praticamente não cresceu. “Os resultados devem ser parecidos com os de 2011”. Naquele ano, a Ferbasa faturou R$ 656,1 milhões e lucrou R$ 90,6 milhões. Lopes diz que a empresa só conseguiu terminar 2012 em patamar semelhante por causa de reduções de custos.

rn

A maior dificuldade enfrentada pelo setor foi a concorrência com os produtos de aço inox – que têm cerca de 30% de ferrocromo em sua composição – importados, a maior parte da China. “O mercado local vem crescendo, mas a importação avança mais. Em 2012, por exemplo, o Brasil produziu menos do que em 2003”, afirma. Do aço inox consumido no país, 43% veio do exterior, segundo dados o Instituto Aço Brasil (IABr) referentes aos primeiros nove meses do ano.

rn

“A nossa expectativa é reverter esse quadro”, afirma Lopes. Ele diz não acreditar que isso vai acontecer neste ano, mas espera que as companhias brasileiras comecem a se tornar mais competitivas e ganhar espaço no mercado local. Nos próximos dez anos, Lopes calcula um aumento de 70% no consumo brasileiro de aço inox, considerando um crescimento anual de 3,5% da economia do país.

rn

Esse aumento justificaria a duplicação da produção da Ferbasa, afirma o executivo, que assegura que a companhia tem potencial para isso. No fim do ano passado, a empresa identificou que suas reservas de cromita (minério do qual se extrai o cromo) no Brasil podem triplicar de 13 milhões para 40 milhões de toneladas. “Não precisaríamos de um grande investimento em infraestrutura para elevar a exploração, pois o mineral está no mesmo lugar que já exploramos.” O volume existente garantiria as atividades da companhia por pelo menos mais 50 anos.

rn

No entanto, a empresa não pretende investir na expansão de sua produção por enquanto. Antes de elevar o nível de aportes, Lopes diz que vai esperar seus clientes começarem a se expandir. “Por enquanto, ainda não estamos vendo movimentos das empresas de aço inox. Mas vamos nos manter sintonizados para acompanhar qualquer aumento da produção.”

rn

Os investimentos totais da empresa estão previstos em R$ 100 milhões, abaixo dos R$ 120 milhões de 2012, informa Lopes.

rn

Já as vendas estimadas para este ano são de 165 mil toneladas – cerca de 64% da capacidade total da companhia, de 235 mil toneladas -, sendo que 15 mil toneladas sairão de seus estoques, atualmente em 30 mil toneladas. No ano passado foram aproximadamente 150 mil toneladas.

rn

A empresa faz basicamente dois produtos: ligas de ferrossilício, aplicadas em toda a cadeia siderúrgica como elemento desoxidante; e ligas de ferrocromo, utilizadas na produção do aço inox.

rn

A Aperam, que é o principal comprador da Ferbasa, com 35% das vendas, tem planos de investimentos anunciados apenas para aços elétricos, que levam ferrossilício. No entanto, este é um nicho pequeno para o setor e para a Ferbasa. “Achamos que a demanda vai crescer, mas mesmo que seja um aumento de 10%, trata-se de um mercado de 200 mil toneladas, muito pequeno quando comparado com o de aço inox, de cerca de 30 milhões de toneladas.”

rn

As vendas de ferrossilício são cerca de 30% do total da empresa, e 60% da produção é exportada, a maioria para o Japão. Já as ligas de ferrocromo de alto carbono, carro-chefe da empresa, correspondem por cerca de 57%, enquanto as ligas de ferrocromo de baixo carbono, por aproximadamente 13%.

rn

O principal desembolso da empresa este ano será na conclusão da construção de novo forno de ferrossilício, que vai levar a capacidade de produção de 100 mil para 120 mil toneladas. Com esse aumento, Lopes espera elevar as receitas com exportações. O forno ficará pronto no início de 2014 e exigirá um aporte de R$ 30 milhões este ano. Os demais R$ 70 milhões serão destinados para florestas, instalação de filtros em fornos e pesquisas mineral.

rn

 

rn

 

rn

 

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



Produção da Vale bate recorde no trimestre

20 de outubro de 2017

O complexo atingiu recorde trimestral de 45 Mt no terceiro trimestre, ao produzir 8,5% a mais do que no segundo trimestre.

LEIA MAIS

CBMINA: submissão de trabalhos pode ser feita até esta sexta-feira

10 de abril de 2018

Para reforçar a importância de mão de obra qualificada e garantir o crescimento responsável da atividade minerária no País, o…

LEIA MAIS

Alubar prioriza fornecedores do Pará

10 de abril de 2018

Em 2017, a maior parte dos investimentos da Alubar com compras e serviços foi aplicada no Pará. A fábrica, líder…

LEIA MAIS