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Fornecedores de serviços para o setor mineral chegam ao estado apostando em expansão

11 de maio de 2012

rnFabricantes e revendedores de máquinas e equipamentos e empresas prestadoras de serviços de engenharia para a indústria da mineração correm atrás dos projetos bilionários de expansão do setor

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Fabricantes e revendedores de máquinas e equipamentos e empresas prestadoras de serviços de engenharia para a indústria da mineração correm atrás dos projetos bilionários de expansão do setor em regiões tradicionais de produção em Minas Gerais e na nova fronteira mineral do Norte do estado. A gigante americana Eaton, fabricante de equipamentos e componentes para os setores elétrico e hidráulico e de autopeças, dobrou a capacidade do escritório regional em Belo Horizonte, destacando uma equipe de 20 pessoas dedicadas a vendas e assistência aos clientes do ramo. As australianas Reynold Soil Tecnology, especializada em soluções e controle de poeira, e Ground Proud, fornecedora de radares para taludes de mineração, estão investindo em filiais mineiras há apenas seis meses, como primeira incursão de um grupo de fornecedores que esteve recentemente no Brasil e estuda aportes no país.

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A mineira Tractorbel, revendedora da XGMA, maior fabricante chinesa de máquinas pesadas, estuda parceira com a marca para a montagem de uma fábrica brasileira, orçada em US$ 100 milhões, que tem boas chances de ficar em Minas. Com o crescimento da demanda, o dono da Tractorbel, Olivando Araújo Ribeiro, prevê comercializar 400 máquinas este ano em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo, o dobro das vendas efetivadas em 2011. “Acreditamos no crescimento da economia, puxado por uma mineração ativa e pela indústria da construção. A s máquinas têm qualidade e preço competitivo para disputar esses mercados”, afirma.

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No ano passado, de um volume de investimentos de R$ 28,4 bilhões anunciados na indústria mineira, o grupo composto da mineração, siderurgia e metalurgia liderou o ranking, com 54% do total (R$ 15,4 bilhões), conforme levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. O fôlego não parou neste ano. Entre janeiro e março,, só na mineração outros R$ 142,5 milhões já foram anunciados, representando 5,4% de um pacote de R$ 2,6 bilhões.

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As empresas que começam a chegar ao estado reforçam uma cadeia de fornecedores que ainda não fazia justiça ao peso da indústria mineral em Minas – o estado detém cerca de um terço da produção mineral brasileira – avalia Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Desenvolvimento Mínero-Metalúrgico e Política Energética. “Há uma procura maior dos investidores que deve se intensificar com a redução das taxas de juros para o setor produtivo no Brasil”, afirma.

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Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) indica que Minas vai absorver cerca de 40% da bolada de US$ 75 bilhões que o Brasil deverá receber em projetos de mineração deste ano a 2016. Os fabricantes de máquinas e equipamentos do estado australiano de Queensland já começaram a demonstrar o interesse na expansão mineral em Minas. Representantes de 150 empresas da rica província estiveram em Belo Horizonte no mês passado e conversaram com técnicos do governo de Minas sobre as possibilidades de investimentos no estado. O trabalho de aproximação com o setor já começou a ser feito por um escritório de negócios, informou o diretor de desenvolvimento de negócios da representação de Queensland, Renato Ciminelli, que é também presidente do comitê executivo do Polo de Excelência Mineral do governo de Minas.

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Mineirização “A atração dessas empresas pode gerar uma espécie de mineirização de fornecedores da indústria da mineração, a exemplo do que ocorreu com a vinda da Fiat Automóveis”, observa Renato Ciminelli. A americana Eaton decidiu expandir sua atuação em Minas Gerais, de olho em toda a cadeia da produção, das mineradoras aos prestadores de serviços de engenharia e fornecedores de matéria-prima, informou Pedro Cortonesi, gerente de vendas da companhia na América do Sul. A empresa elegeu a mineração como área prioritária de interesse.

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Trata-se de um foco estratégico global da Eaton, que está reforçando também a oferta de serviços de engenharia e suporte aos clientes da indústria da mineração, segundo João Everton de Souza, diretor de desenvolvimento de mercado e negócios na América do Sul. A empresa não descarta uma penetração maior no setor, por meio de eventuais aquisições de ativos. “O radar está sempre ligado”, diz Souza.

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Treinamento para expandir

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A MMX Mineração, empresa do grupo EBX, do bilionário Eike Batista, começou na segunda-feira a segunda etapa do treinamento da mão de obra que atenderá o complexo Serra Azul da companhia, na Região Central de Minas Gerais. O presidente da empresa, Guilherme Escalhão, informou que serão qualificados 800 trabalhadores na mineração, como parte do programa para formação do quadro fixo de empregados da unidade. Ao todo, serão treinadas 2,1 mil pessoas em cursos profissionalizantes gratuitos ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG).

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Boa parte dos trabalhadores mora nos municípios de São Joaquim de Bicas e Ibirité, na Grande Belo Horizonte. Guilherme Escalhão enfatizou, durante conferência para analistas do mercado financeiro em que apresentou os resultados da mineradora no primeiro trimestre, o esforço que será feito para recuperação de perdas até o fim do ano. A MMX apurou lucro líquido de R$ 49,3 milhões entre janeiro e março, cifra 23% inferior ao resultado do mesmo período do ano passado. “Tivemos um trimestre com menor volume de produção, além da questão sazonal”, afirmou o executivo.

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De acordo com o presidente da mineradora, o balanço reflete o impacto negativo das chuvas intensas na região de Serra Azul no início do ano. Quanto aos planos da companhia para o complexo, Escalhão informou que com a licença de operação para expansão da unidade, obtida em abril, a empresa deu início ao processo de contratação das obras. O complexo sairá de uma produção de 8,7 milhões de toneladas por ano de minério de ferro para uma capacidade de 29 milhões de toneladas anuais. Os investimentos, agora, vão somar R$ 4,8 bilhões, 20% a mais que o orçamento original. Além do aumento da capacidade da planta, a empresa adquiriu mais terrenos e equipamentos. Parte deles visa ao desenvolvimento de outro projeto na região, a mina de Pau de Vinho, em parceira com a Mineração Usiminas.

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Fonte: Estado de Minas

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