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INB enriquece 4,5 toneladas de urânio

20 de junho de 2012

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A Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) enriqueceu, nos últimos dois anos, cerca de 4,5 toneladas de urânio – o suficiente para atender 20% das necessidades da próxima recarga de combustível de Angra 1. A produção desse material consolida a posição obtida pela empresa entre as poucas que dominam, em todo o mundo, a tecnologia de enriquecimento de urânio para fins pacíficos. A intenção da empresa é, no futuro, suprir as necessidades de urânio enriquecido para os reabastecimentos de combustível das três usinas nucleares brasileiras.

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Para isso, contudo, serão necessários novos investimentos para ampliar as instalações existentes. É como se a empresa já tivesse a receita do bolo, mas seu forno ainda fosse pequeno para atender à demanda.

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Atualmente, a INB extrai o urânio em minas localizadas em Caetités, no estado da Bahia. Na usina de beneficiamento o urânio é extraído do minério, purificado e concentrado sob a forma de um sal de cor amarela, conhecido como “yellowcake”, matéria prima para produção da energia gerada em um reator nuclear. 

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O passo seguinte, a conversão, é feito atualmente no exterior por motivos econômicos – o Brasil já domina a tecnologia, mas é mais barato fazer fora do país. Nessa etapa, o urânio, sob a forma de yellowcake, é dissolvido e purificado, obtendo-se então o urânio nuclearmente puro. A seguir, é convertido para o estado gasoso, o hexafluoreto de urânio.

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A operação de enriquecimento do urânio tem por objetivo aumentar a concentração do urânio235 acima da natural – o urânio natural contém apenas 0,7% de urânio235 – para, em torno de 3% permitir sua utilização como combustível para geração de energia elétrica. 

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Atualmente, o processo de enriquecimento é efetuado no exterior e enviado em contâineres para a Fábrica de Combustível Nuclear.

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A partir daí, o processo é todo feito no Brasil: o hexafluoreto de urânio (UF6) é transformado em dióxido de urânio (UO2). O nome dessa etapa é Reconversão: é o retorno do gás UF6 ao estado sólido, sob a forma de pó de dióxido de urânio (UO2).

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Depois da reconversão, o dióxido de urânio é transformado em pastilhas. Essas pastilhas são montadas para formar o elemento combustível.

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O elemento combustível é um conjunto de 235 varetas combustíveis – fabricadas em zircaloy – rigidamente posicionadas em uma estrutura metálica, formada por grades espaçadoras; 21 tubos-guias e dois bocais, um inferior e outro superior. Nos tubos-guias são inseridas as barras de controle da reação nuclear. Antes de serem unidas a estes tubos por solda eletrônica, as grades espaçadoras são alinhadas por equipamentos de alta precisão. A solda das extremidades das varetas se dá em atmosfera de gás inerte e sua qualidade é verificada por raios-X.

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As pastilhas de urânio, antes de serem inseridas nas varetas combustíveis, são pesadas e arrumadas em carregadores e secadas em forno especiais. Simultaneamente, os tubos de zircaloy têm suas medidas conferidas por testes de ultra-som e são minuciosamente limpos. Só então as pastilhas são acomodadas dentro das varetas sob a pressão de uma mola afastada do urânio através de isolantes térmicos de óxidos de alumínio.

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Expansões

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Além de precisar investir para aumentar a capacidade de produção da fábrica de Resende e assim atender à demanda gerada pelo parque nuclear brasileiro, a INB precisa também aumentar a produção de urânio em suas minas: os planos são de duplicar a produção de Caetités, de 400 para 800 toneladas anuais e colocar em operação a mina de Santa Quitéria, que tem capacidade de produzir 1,2 mil toneladas anuais.

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Fonte: Diário do Vale

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