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Incerteza externa faz governo evitar meta de exportação

2 de janeiro de 2013

rnO governo começa 2013 sem meta para exportações e cogita seguir assim por todo ano, devido às incertezas do mercado internacional, com fatores que escapam totalmente ao controle das autoridades, segundo informou um integ

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O governo começa 2013 sem meta para exportações e cogita seguir assim por todo ano, devido às incertezas do mercado internacional, com fatores que escapam totalmente ao controle das autoridades, segundo informou um integrante da equipe econômica ao Valor.

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Hoje, o Ministério do Desenvolvimento divulgará os resultados do comércio exterior brasileiro em 2012, que devem apontar uma queda em torno de 5% nas exportações e ligeiro aumento, de até 1%, nas importações em relação a 2011. O saldo entre exportações e importações ficou próximo a US$ 19 bilhões, bem aquém dos US$ 29,8 bilhões de 2011.

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Na avaliação dos técnicos do governo, a melhoria na taxa de câmbio, com o dólar oscilando em torno de R$ 2,05 desde junho, começará a exercer maior efeito sobre o desempenho das exportações neste ano, mas deve ser compensado negativamente pela retração em mercados importantes, especialmente na Europa.

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O cenário para os preços do minério de ferro é incerto, mas mais positivo que o de 2012. As medidas de desoneração da folha de pagamentos devem ter efeito positivo para a redução de preços dos produtos industriais de exportação, mas as melhorias em logística provavelmente não serão sentidas a tempo de influenciar o resultado do ano.

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“As empresas estão mais confortáveis com o câmbio, para fazer apostas na exportação”, avalia o secretário-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes. “Em 2012, ainda houve muita incerteza em relação à manutenção do novo patamar de câmbio.”

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Para Fernandes, as perspectivas dos mercados para exportação são positivas nos EUA e China, apesar da desaceleração da economia chinesa, e o principal desafio é tomar medidas para enfrentar a perda dos mercados para as exportações brasileiras na América Latina, região que absorve 44% das manufaturas vendidas pelo Brasil.

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Nos últimos meses, o Itamaraty se somou ao grupo, no governo, que pressiona a equipe econômica para se engajar mais fortemente em uma estratégia de promoção de exportações. Para o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, a inércia nas negociações de livre comércio com outros países significará, na prática, um retrocesso, já que vários países, inclusive latino-americanos, têm fechado acordos do gênero e, em 2014, o Brasil perderá descontos nas tarifas concedidos pela União Europeia a diversos produtos, no chamado Sistema Geral de Preferências.

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A habitual resistência do Ministério da Fazenda em avançar na redução de tributos para exportadores é um dos principais alvos dos que defendem uma política mais ativa para conquista do mercado externo. “Só na última hora decidiram prorrogar o Reintegra”, queixa-se o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O Reintegra, que devolve aos exportadores o equivalente a 3% do faturamento com exportações, para compensar impostos pagos no processo produtivo, foi prorrogado até o fim de 2013, depois de intervenção da presidente Dilma Rousseff.

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Castro critica a intenção do governo de evitar uma meta de exportações. “Sabemos que é difícil, mas as empresas precisam de uma referência”, diz.

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Fonte: Valor Econômico

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