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Inovação no setor conta com sensor em abelhas

22 de abril de 0214

Sensores microscópicos serão implantados na cabeça de abelhas e na boca de suas colmeias na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, onde estão localizadas as maiores minas de minério de ferro do mundo,

Sensores microscópicos serão implantados na cabeça de abelhas e na boca de suas colmeias na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, onde estão localizadas as maiores minas de minério de ferro do mundo, exploradas pela companhia Vale. Luiz Mello, diretor de Inovação e Tecnologia da empresa, diz que o projeto começará este ano e tem como objetivo monitorar o impacto da mineração no meio ambiente, bem como identificar mudanças ambientais provocadas pelo aquecimento global.

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A busca pela redução do impacto ambiental é uma das frentes de investimento em inovação tecnológica feito nos últimos anos pelas mineradoras, que também lançam mão de novas tecnologias para a redução de custos, melhoria de processos, ampliação do tempo de vida de suas jazidas e a busca de novas áreas de exploração, que já ultrapassam os limites do continente.

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A Vale receberá até o fim deste ano um navio de pesquisas oceanográficas, obtido em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia e a Marinha, que realizará pesquisas sobre minérios no mar, a mais nova fronteira de exploração para esse setor nos próximos 50 anos. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) se preocupa em incentivar o desenvolvimento de tecnologias no país para esse novo desafio. Segundo Roberto Ventura, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM, os EUA devem abrir a tecnologia de um veículo autônomo capaz de atingir a profundidade de 7 mil metros para que o Brasil possa embarcar novos equipamentos.

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O governo e institutos de fomento à pesquisa, como a Finep, buscam elevar o financiamento para o setor, que ocupa o 10º lugar no ranking de exploração mineral no mundo, posição que, na visão de especialistas, reflete mais falta de políticas de incentivo à exploração mineral e flexibilidade na liberação de licenças ambientais do que à defasagem tecnológica. Segundo Paulo Jose Resende, superintendente da área de fomento e novos negócios da Finep, dos R$ 10 bilhões liberados para pesquisa pela instituição nos últimos quatro anos, R$ 500 milhões foram destinados para pesquisas em inovação na área de mineração.

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Mas para Onildo João Marini, secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira, a baixa procura por financiamento é decorrente da falta de membros da indústria no processo de aprovação das pesquisas que seriam realmente importantes para o setor. “Esse comitê que vai julgar e elaborar os editais sobre oferta de recursos e depois vai julgar as propostas é formado por 100% com pessoal da academia. Deveria ter gente da indústria e outros ministérios”, afirma. A Vale destinará em 2014 US$ 900 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

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Denilson Araújo, gerente geral de Tecnologia e Ecoeficiência da Samarco, explica que os principais investimentos da mineradora em inovação tecnológica buscam “viabilizar o futuro do nosso negócio”. A empresa, que investirá neste ano R$ 22 milhões em pesquisa e desenvolvimento, três vezes mais que o aplicado no ano passado, usa desde 2011 uma tecnologia de moinhos verticais, que moem o minério extraído do solo. Após estudos, chegou a uma tecnologia que proporciona 40% de economia de energia elétrica. Além disso, a empresa buscou parceria com o Centro Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear, órgão federal vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia que, em Belo Horizonte, fica instalado no campus da Universidade Federal de Minas Gerais, para dar um destino aos rejeitos acumulados no processo de mineração.

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Já a ArcellorMittal desenvolveu uma técnica para empilhar os rejeitos produzidos pela mineração de minério de ferro na Mina Serra Azul, na cidade de Itatiaiuçu (MG). Segundo Samir Della Santina Mohallem, geólogo da companhia, ao conseguir empilhar o rejeito, a empresa conseguiu recuperar 70% da água utilizada no processo. Hoje em dia, os rejeitos são concentrados em uma barragem, que gera muito mais riscos ambientais caso a barreira seja rompida. A atividade da empresa gera 1,5 milhão de toneladas de rejeito anualmente.

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Fonte: Valor Econômico

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