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Investimentos ainda não se transformaram em produtividade

11 de setembro de 2015

Os investimentos bilionários realizados pelas mineradoras nos últimos cinco anos no mundo ainda não resultaram em aumento de produtividade. Ao contrário, houve na média uma queda de 2% por ano no período, sen

Os investimentos bilionários realizados pelas mineradoras nos últimos cinco anos no mundo ainda não resultaram em aumento de produtividade. Ao contrário, houve na média uma queda de 2% por ano no período, sendo que no Brasil, o recuo foi ainda maior, chegando a 4,9%. O resultado se deu pelos investimentos, que elevaram a oferta além da demanda. “O problema estrutural é de oferta, mas estamos no ponto de inflexão, porque esses investimentos levam em média cinco anos para se transformar em ganhos de produtividade e de aumento de valor agregado”, diz Clau Sgarzela, diretor da Accenture, que realizou um estudo sobre o assunto, a ser divulgado e detalhado no Congresso de Mineração. 

Para ele, a produtividade no Brasil pode manter-se estável a partir de agora. Com isso, em dez anos, poderia trazer ganhos de US$ 80 bilhões em valor adicionado à produção. “Hoje o Brasil tem um parque mais evoluído e poderá extrair mais com menos”, afirma. O estudo avaliou indicadores de cinco grandes produtores de metais: Brasil, Austrália, Indonésia, Canadá e Estados Unidos. O único a apresentar alta da produtividade foi o país asiático, em razão de seu parque produtivo ser um dos mais atrasados existentes entre os grandes produtores. A segunda etapa do estudo deverá ser concluída em 2016. 

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Vai focar em cada um dos metais, aprofundando a análise da competitividade e inovação em cada cadeia. Sgarzela aponta que o Brasil tem muito a ganhar com inovação e produtividade, assim como a indústria de mineração mundial, que é seguidora de outros ramos da indústria do que uma criadora de novas soluções tecnológicas. “Vemos drones fazendo a inspeção de correias de máquinas no meio da Amazônia, locomotivas sendo conduzidas de centros de controle a mais de mil quilômetros de distância. Mas isso ainda é tímido, é pontual, terá de ganhar mais escala”, observa. 

O desafio, diz, é como desenvolver em larga escala essas novas tecnologias. “Aí, sim, será possível dar um salto de produtividade estrutural.” Uma das barreiras é que as mineradoras atuam mais como observadoras do que ocorre em outros segmentos da indústria e da área de serviços, mantendo uma abordagem conservadora. “A velocidade de adoção da inovação é mais lenta, porque não se tem uma postura de criação de novas soluções, se adotam ideias de outros ramos. Será preciso uma mudança de paradigma, a mineração tem de ter um novo olhar”, destaca. Nesse caso, é preciso olhar as indústrias do futuro. 

“Uma manutenção da indústria ferroviária é feita sobre trens que podem parar, mas na indústria aeronáutica a manutenção é feita em jatos que transportam 300 pessoas, voam várias vezes por dia e não podem ter problemas”, aponta o executivo. Telemetria é usada em grandes caminhões que operam nas minas fora da estrada, mas esse processo ainda é disperso. “As empresas terão de usar os dados de forma analítica e mensurar melhor a produtividade, para integrar ainda mais a logística.”

Outro gargalo a ser superado é a gestão sistêmica da exploração da lavra. Na operação de uma mina, existem dificuldades para que sua operação cumpra o planejado. Além de chuvas, ventos, que podem atrasar o trabalho, há outras questões, como problemas ambientais ou trabalhistas. “Precisa haver uma conexão maior entre as áreas e a convergência de informações “, diz Sgarzela.

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Fonte: Valor Econômico

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