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Kiruna: um depósito de ferro que quebra todos os paradigmas

8 de fevereiro de 2013

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Kiruna, no Norte da Suécia, é um depósito de ferro pouco usual. Trata-se da maior e mais moderna mina de ferro subterrânea do mundo.

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Com estes atributos imediatamente pensamos em teores absurdamente elevados, algo tipo Carajás com 64% de ferro “in situ”… Nada disso, Kiruna tem teores médios de apenas 48.3% de ferro e, incrivelmente um dos mais elevados teores de fósforo entre todas as demais minas de ferro de grande porte do mundo.

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Se qualquer minerador moderno pensar em lavrar um depósito de ferro por meio de lavra subterrânea e teores de ferro de apenas 48% com fósforo médio de 0.9% vão chamá-lo de louco ou coisa pior. Isso é Kiruna, um depósito de ferro lucrativo que já produz há mais de 100 anos.

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No início, o depósito tinha 1,8 bilhões de toneladas que foram lavradas desde o ano de 1890.

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Hoje ainda restam reservas da ordem de mais de 800 milhões de toneladas de minério com 48%Fe.

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Em kiruna a lavra ocorre, nos dias de hoje a extraordinários 1.045m de profundidade.

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O minério de ferro de Kiruna, um magnetitito a apatita de idade Proterozóica, está hospedado em sienito pórfiro coberto por pacote de quartzo pórfiros e sedimentos depositados a 1600Ma. O corpo tem 4000m x 80-120m e atinge profundidades de 2000m.

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Trata-se de um imenso depósito de magnetitito associado a vulcânicas Proterozóicas.

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Os Geólogos da mina acreditam que novos furos exploratórios irão aumentar ainda mais as reservas da mina.

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Este magnetitito é lavrado em oito áreas de produção individuais por sublevel caving, um método de custo operacional baixo que permite, em Kiruna, blastings individuais de 8.500t.

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Este método de lavra permite um ROM de 26 milhões de toneladas de minério que gera mais de 15 milhões de toneladas de pellets. É, sem dúvida uma grande e bem sucedida lavra subterrânea de minério de ferro.

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Kiruna Town-Iron Ore Mine

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Ainda na mina o minério é transportado por sete trens de 500t até um britador subterrâneo situado no interior da mina. Do britador, o minério com menos de 100mm, é transportado, em duas etapas, ao nível 775 e para a superfície.

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Apesar de tudo isso a empresa proprietária, a LKAB, ainda investe pesado em Kiruna. O último investimento, da ordem de 1 bilhão de dólares foi direcionado para uma terceira planta de pelotização e para novas galerias de escoamento de minério que deverão aumentar a velocidade da saída do minério com mais baixos custos.

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Por outro lado a cidade de Kiruna, com 23.000 habitantes, situada em cima da mina, também chamada de “a cidade que afunda”, está sendo, gradativamente trasladada (veja mais) para uma nova locação. Esta operação deverá durar décadas.

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Para nós, mineradores e exploracionistas, fica um sinal de alerta que deve quebrar um velho paradigma sobre o minério de ferro no Brasil.

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Fonte: Geólogo

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