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Manejo das Populações de Copaíba apresenta balanço positivo no 2º ano do projeto

15 de janeiro de 2013

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O projeto Manejo das Populações de Copaíba, executado na parceria da Mineração Rio do Norte com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), inventariou mais de 4 mil copaibeiras no Platô Monte Branco e produziu mais de 3 mil mudas para o enriquecimento populacional das copaibeiras em 2012. É mais um balanço positivo do segundo ano do projeto que proporciona capacitação e assessoria técnica para as comunidades do Alto Trombetas, com foco no manejo sustentável dessas espécies.

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Desde 2011, as comunidades do Jamari e Curuçá Mirim passaram a interagir de forma diferente com as copaibeiras. Antes da troca de experiências com os pesquisadores do INPA, o trabalho de extração do óleo da espécie para comercialização era feito de forma artesanal e muitas vezes predatória. Sem o conhecimento necessário, muitas árvores jovens acabavam perfuradas prematuramente, o que reduzia o tempo de vida delas. O produto retirado também não atendia as necessidades dos produtores locais.

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A aproximação dos comunitários com os cientistas vem transformando positivamente essa relação. Durante todo o ano de 2012, as copaibeiras existentes nas bordas, encostas e vales do platô Monte Branco, onde as comunidades exercem suas atividades de coleta, foram inventariadas. O platô fica localizado em Porto Trombetas, no município de Oriximiná, área de atuação da mineradora.

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As ações ambientais em prol da preservação das espécies de copaíba começaram com treinamentos para entender a dinâmica do projeto, coleta de amostras das madeiras de copaíba para estudo pelo INPA e inventário das espécies presentes no platô – um trabalho sucessivo e complexo que envolve 28 famílias.

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O projeto vem disseminando técnicas de cultivo entre as comunidades, como explica o engenheiro florestal e coordenador do trabalho pelo INPA, Antenor Barbosa. “Temos duas preocupações macro nesse projeto. A primeira é manter o vínculo da comunidade com a tradição de extração do óleo. A segunda é repassar tecnologia de como extrair, armazenar e cultivar a copaíba”, salienta.

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O primeiro passo para o processo de manejo é saber quantas são as árvores existentes no platô, a idade delas e em que condições estão. “Nem todas podem ser perfuradas para extração do óleo. Somente as árvores a partir de 35 centímetros de diâmetro”, explica o coordenador da pesquisa.

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Os benefícios do projeto estão chegando para a comunidade do Curuçá-Mirim, onde dez famílias sobrevivem da produção de farinha, coleta da castanha e beneficiamento da copaíba. Antônio Marcos Salgado, líder comunitário que trabalha com a extração do óleo desde os quinze anos de idade, enumera os avanços proporcionados pela iniciativa. “A gente sabia muito da prática de tirar o óleo, mas estamos aprendendo muito com o projeto. O tamanho, a idade e outras coisas interferem na cor do óleo que é extraído. Também aprendemos que não devemos deixar a árvore aberta, porque senão ela seca e não produz mais”, relata. “É uma boa experiência pra nós. Vamos ensinar nossa comunidade a manejar a copaíba de forma sustentável. E o bom é que, quando vamos com os pesquisadores, a gente não só ajuda na identificação das árvores, como também já faz a coleta do óleo”, diz.

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O projeto de Manejo das Copaíbas integra uma rede de projetos desenvolvidos pela Mineração Rio do Norte e faz parte do Programa de Educação Socioembiental (PES), que contempla outros 11 projetos distribuídos nos pilares de saúde e segurança, meio ambiente, educação e desenvolvimento sustentável. 

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Fonte: In The Mine

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