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Mineradora investe US$ 2,5 bilhões na exploração de potássio do Amazonas

27 de julho de 2015

A empresa Potássio do Brasil recebeu a licença ambiental prévia para o início da atividade de exploração mineral em Autazes (a 113 quilômetros de Manaus). A exploração do cloreto de pot&aa

A empresa Potássio do Brasil recebeu a licença ambiental prévia para o início da atividade de exploração mineral em Autazes (a 113 quilômetros de Manaus). A exploração do cloreto de potássio na região começa em 2016 com a finalidade de produzir fertilizantes. Serão investidos mais de US$ 2,5 bilhões na construção de um complexo industrial com a expectativa de atender até 25% do mercado de consumo nacional.

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A licença do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) foi entregue pelo governador do Amazonas José Melo durante visita ao campo de sondagens em Autazes na última quarta-feira (22). Com a obtenção do documento, a Potássio do Brasil começa a se preparar para a construção do complexo a partir do ano que vem, etapa considerada mais cara e delicada do empreendimento.

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Para o governador, o início do processo de exploração do minério é um momento histórico e terá impacto positivo na economia do Estado, ajudando a reduzir a dependência brasileira pelo insumo. No país, além do Amazonas, apenas o Estado de Sergipe tem reserva conhecida e em atividade. Mas a mina vem dando mostras de exaustão.

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Segundo maior consumidor de potássio para a agricultura no mundo e o maior importador internacional do insumo, o Brasil consome por ano 9,3 milhões de toneladas do mineral –cerca de 90% vem do exterior de países como Canadá, Rússia, Alemanha e Israel. “No Amazonas temos uma bacia sedimentar muito grande. E durante a extração desse minério você tem o potássio, que vai para o agronegócio, e o subproduto dele, que entra em uma infinidade enorme de produtos”, afirmou Melo.

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Preços atrativos

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A expectativa é que o potássio amazonense tenha preços mais atrativos para o agronegócio. O preço da tonelada está estimado em US$ 100, revelou a Potássio do Brasil. Como a maior parte do insumo vem do exterior, o transporte acaba encarecendo o custo final. Até chegar aos mercados nacionais, o potássio cruza oceanos em navios e depois segue por dias em estradas e ferrovias até chegar ao Centro-Oeste brasileiro. A produção do Amazonas será escoada pelo rio Madeira.

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O diretor de exploração da Potássio do Brasil, José Fanton, disse que a meta da empresa é atender o mercado brasileiro, apesar do potencial de exportação. “É um momento histórico. Estamos com a licença ambiental, com uma série de condicionantes, mas que propicia segurança de continuidade (dos investimentos). Eu acho que esse é o nosso maior trunfo”, comemorou.

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Desde que iniciou as pesquisas de potencial mineral em 2009, a empresa investiu mais de R$ 200 milhões. Estimativa de produção anual é de 2,16 milhões de toneladas – A mina de Autazes tem uma reserva de 800 milhões de toneladas. Com a sua descoberta, o Brasil saltou de 11º para o 8º maior reservatório do mineral no mundo, segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). A Potássio do Brasil calcula alcançar produção anual de 2,16 milhões de toneladas de cloreto de potássio somente com a jazida em Autazes. O grupo também está fazendo sondagens em Itacoatiara, onde já identificou potencial de produção. Além do potássio, algo em torno de 1,1 milhão de toneladas de sal de cozinha deve ser produzida no complexo.

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Segundo o governador, o potássio abre a oportunidade de desenvolver outras linhas econômicas, ampliando o leque de empresas no Polo Industrial de Manaus. Mais de 14 mil itens compõem a pauta de produtos que podem ser fabricados com a exploração dos cloretos de potássio e sódio, principalmente indústrias nas áreas de alimentos e limpeza. Os dados são da DNPM. “A gente pode sonhar lá na frente com uma indústria cloro-química, por exemplo. O governo federal e o Amazonas precisam fazer a sua parte para dar alternativas econômicas e ajudar a Zona Franca. Agora isso deixa de ser um projeto do Amazonas e passa a ser um projeto do Brasil”, afirmou.

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Os superintendentes do DNPM, Fred Cruz, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio Oliveira, e o comandante Militar da Amazônia, general do Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, acompanharam o governador durante a visita às áreas da empresa em Autazes.

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Fonte: Portal da Amazônia

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