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Mulheres na operação ganham destaque no Anuário Mineral

14 de março de 2013

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Quebrar tabus, superar dificuldades e conquistar o reconhecimento profissional. Esses são os desafios diários das mulheres, que desde o início do século XX iniciaram uma série de mobilizações para conquistar o direito de voto, a participação política e seus direitos trabalhistas. Após mais de um século de conquistas, ainda encontram-se áreas nas quais a participação feminina é um tabu. No entanto, essas amarras vêm se desfazendo no mercado de trabalho e segmentos, como os da mineração, antes exclusivamente masculino, ganham a participação ativa do público feminino. O crescimento de trabalhadoras na mineração será destaque da segunda edição do Anuário Mineral do Pará, que será lançado pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) no próximo dia 14, no Espaço São José Liberto.

Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que houve um crescimento de 8,20% de mulheres em postos de trabalho, desde dezembro de 2011. A filósofa francesa Simone de Beauvoir dizia que ‘não se nasce mulher, torna-se mulher’. Sendo assim, essas mulheres estão constantemente buscando o reconhecimento profissional, mostrando que são capazes de operar caminhões, tratores, empilhadeiras, máquinas de grande porte e fazer o ‘serviço pesado’.

Para a operadora de empilhadeiras da Alcoa, Lauriana Guimarães, o essencial é não ter medo e estar sempre se reciclando profissionalmente, pois há espaço para todos e todas. A questão da discriminação social de gêneros está se diluindo, segundo ela, uma vez que as trabalhadoras têm uma capacidade de dialogar que as favorece na hora de se inserirem neste tipo de trabalho.

Diferencial – A qualificação é apontada como o diferencial na opinião da geóloga de mina da Colossus, Rose Rodrigues. Ela conta que, na década de 1980, a presença feminina era escassa nas turmas de formação: em uma turma de 30 alunos, por exemplo, havia apenas cinco mulheres. Hoje, metade das turmas é composta por alunas. ‘Vejo que conquistamos um espaço significativo. Os homens, principalmente os mais novos, estão adaptados à ideia de ter mulheres em cargos superiores – o importante é mostrar o potencial que temos’, destaca Rose.

As operadoras, geólogas e engenheiras que colocam o capacete e trabalham dentro das atividades operacionais também apontam como fator relevante as oportunidades concedidas pelas empresas. ‘Nesse momento, muito mais importante que a força é a qualificação, é buscar o conhecimento e se atualizar’, acredita Claudilene Alencar, que opera equipamentos na mineradora Hydro Paragominas.   

Mudança de vida – O cotidiano de Marcilene Silva era se dedicar aos trabalhos domésticos. Com o tempo, ao ver os filhos crescidos, ela sentiu necessidade de investir em uma ocupação diferente que lhe proporcionasse realização pessoal. Foi aí que, há 12 anos, surgiu uma vaga para motorista na Mineração Rio do Norte (MRN). ‘Como eu gostava de dirigir, resolvi apostar. Fiz o treinamento e, naquela época, fui a única mulher selecionada entre os 40 homens que fizeram o curso comigo’. A partir de então, passou a transportar minérios e dirigir maquinário pesado. ‘Nunca me senti intimidada. O homem tem força, mas nós nos destacamos na agilidade e no cuidado. Com dedicação, o espaço tem como ser conquistado’, pontua Marcilene.

Assim, essas profissionais mostram que estão qualificadas e capazes de exercerem qualquer tipo de atividade, independente das condições. ‘A barreira cultural está sendo superada, contudo deve ser rompida todos os dias. Temos que gerar confiança para sermos respeitadas. A partir do momento que você cria esse conceito, a discussão passa a ser igualitária, e as empresas estão dando espaço para que isso ocorra’, acredita a engenheira de minas da Vale, Karina Rapucci. Na Vale, por exemplo, a mão de obra feminina cresceu 28% nos últimos anos.

Além de comandar 300 funcionários, a engenheira procura conciliar as atividades profissionais com a função de mãe, por isso o apoio da família é tão importante para que elas continuem investindo em suas carreiras e encontrando a realização profissional. ‘A mineração é um ambiente que está aberto para pessoas competentes. As mulheres estão quebrando os tabus e deixando o preconceito do lado de fora’, ressalta Rapucci.
 
Serviço: Lançamento do 2º Anuário Mineral do Pará. Dia 14 de março, às 19h, no Espaço São José Liberto.

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Fonte: Portal ORM

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