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Nióbio: Brasil recusa oferta para projeto de fusão nuclear

21 de janeiro de 2013

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Cadarache, França – O Brasil foi convidado para participar do Iter. A informação é do professor titular de Física da USP, Ricardo Galvão. “Mas nos termos da oferta o ministro Sérgio Rezende não tinha como aceitar. A realidade brasileira é distinta da de nações como o Japão e a China, por exemplo”, diz Galvão. Rezende é mestre em Física pelo Instituto de Massachusetts, nos Estados Unidos, e foi ministro da Ciência e Tecnologia de 2005 a 2010.

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Para ser um dos cotistas do projeto de fusão nuclear o País teria de desembolsar enorme quantidade de dinheiro. “Apesar da importância do Iter, o Brasil não tem necessidade imediata da fusão nuclear”, explica Galvão, “o que justificaria o megainvestimento”.

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A nação, no entanto, realiza estudos para no futuro poder pensar em fazer a fusão nuclear. “Assinamos um acordo de colaboração científica com a Euratom para o desenvolvimento de tecnologia em conjunto.” A Euratom é uma organização europeia independente destinada à pesquisa das formas de energia nuclear.

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Nem todos sabem: a maior parte dos supercondutores necessários para a realização da fusão nuclear é construída com ligas metálicas à base de Nióbio e Titânio e o Brasil tem 98% das reservas mundiais de Nióbio. Os minerais ricos nesse elemento químico, portanto, são estratégicos para o País, daí também o interesse da direção do Iter em convidar o Brasil para fazer parte do projeto.

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Os supercondutores conduzem as elevadíssimas correntes elétricas para as bobinas do reator, o tokamak, responsáveis pela criação dos campos magnéticos. Sob seu efeito o hidrogênio atinge o estado de plasma, essencial para ocorrer a fusão.

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A participação brasileira no Iter é indireta. As companhias de mineração vendem o Nóbio no mercado mundial, em especial para os fabricantes de supercondutores, de quem o Iter já se serve para a montagem do seu reator. O Iter vai necessitar de impressionantes 80 mil quilômetros de “fios” supercondutores. “A organização do Iter desejava construir no País uma fábrica para a produção dessas ligas supercondutoras”, explica Galvão.

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Fonte: Estadão.com.br

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