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No curto prazo, cotação pode cair mais

11 de setembro de 2015

Após uma queda de quase 70% desde 2011, o preço do minério de ferro estabilizou¬se nos últimos meses na casa dos US$ 53 a tonelada. A tendência futura dos preços divide opiniões. A única cert

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Após uma queda de quase 70% desde 2011, o preço do minério de ferro estabilizou¬se nos últimos meses na casa dos US$ 53 a tonelada. A tendência futura dos preços divide opiniões. A única certeza é que não há nenhum sinal no horizonte de que possa se repetir o pico de US$ 180 registrado há quatro anos, valor alcançado após uma alta de 1.185% desde 2003, impulsionada pelo consumo chinês. Um dos maiores especialistas em China, o consultor americano Michael Pettis, afirmou recentemente que a cotação do minério de ferro ainda pode cair pelo menos 30%. 

A previsão de uma queda de 30% em um prazo de 18 meses também consta de um relatório do Goldman Sachs Group divulgado em agosto. O CME Group projeta preços inferiores a US$ 50 já nos próximos meses.

Por outro lado, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, em entrevista ao Valor no início do mês, disse acreditar numa recuperação dos preços internacionais em um prazo não muito longínquo, puxado pela demanda do mercado imobiliário chinês. Mas ele também admitiu ser difícil retomar ao patamar de US$ 100 a tonelada. “Não há uma trajetória clara para os preços, só se sabe que não haverá uma valorização significativa no curto prazo”, diz o consultor Afonso Santorio, da EY. 

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“Esse é um mercado no qual um grande comprador, a China, determina o preço. E o que vemos hoje é uma China que reduz seu ritmo de crescimento e adota uma estratégia de expansão estimulando o consumo das famílias, e não tanto as obras de infraestrutura, como prevaleceu na última década”, afirma. A recente desvalorização do yuan, a moeda chinesa, aumenta o cenário de incertezas. O preço do minério de ferro reflete um aumento contínuo na oferta transoceância, acima de 6% ao ano, e uma desaceleração na produção mundial de aço bruto, na casa de 2% ao ano.

O cenário global do aço é de excesso de capacidade produtiva, calculada em 700 milhões de toneladas, sendo a sobrecapacidade chinesa de 425 milhões de toneladas. A Associação Mundial do Aço, Worldsteel, estima um lento crescimento anual do consumo, de 0,5% em 2015 e de 1,4% em 2016, o que não é suficiente para alimentar expectativas de retomada nos preços internacionais. O consultor Eduardo Raffaini, da Deloitte, também diz que no curto prazo não há um viés de alta nos preços, mas vê sinais positivos. Um é a retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos e Europa, onde ainda há muitas incertezas, mas com alguns países em rota de crescimento, mesmo que ainda pequeno.

“Mesmo a China prevê um crescimento de 7%. É distante do crescimento de dois dígitos de anos anteriores, mas não é pouco”, afirma. Raffaini diz que um novo ciclo de alta dos preços das commodities tão intenso como o vivido entre 2000 e 2011 dificilmente se repetirá, mas existem demandas reprimidas que podem impulsionar novos ciclos, mesmo que não sejam tão robustos. “A Índia cresce 6% ao ano, tem uma população de mais de um bilhão de pessoas e uma infraestrutura muito pobre. É uma candidata natural a comandar um novo ciclo de demanda por minério de ferro”, diz. “Países da África, Sudoeste Asiático e América Latina também são carentes de infraestrutura, então potencial existe”, afirma. 

Para Eduardo Raffaini outro fator também deve impulsionar a alta do preço do minério de ferro em longo prazo. “As mineradoras pararam de investir em novos projetos, pequenos produtores saíram do mercado. Um investimento em uma nova mina leva anos para maturar. Podemos ter uma queda na oferta em um prazo de cinco a oito anos, quando um novo ciclo de alta poderá estar maduro”, diz.

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Fonte: Valor Econômico

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