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Norte de Minas atrai aportes de R$ 10 bilhões

31 de dezembro de 2012

rnO Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri podem passar por uma grande transformação nos próximos anos em função de investimentos de, pelo menos, R$ 10 bilhões já anunciados pela iniciativ

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O Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri podem passar por uma grande transformação nos próximos anos em função de investimentos de, pelo menos, R$ 10 bilhões já anunciados pela iniciativa privada. Estes aportes irão gerar milhares de empregos, aumentando a renda da população e criando novas oportunidades. Porém, para atingir o desenvolvimento sustentável ainda é preciso vencer uma série de desafios, como dotar a região de infraestrutura e mão de obra qualificada.

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Esses investimentos vão desde complexos minerários até a fabricação de máquinas e equipamentos. Somente os principais projetos serão responsáveis pela geração de aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos.

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Nos últimos anos a região vem registrando um volume elevado de atração de empresa. Entre os motivos estão uma série de benefícios fiscais, tanto estaduais quanto federais, uma vez que os municípios da região estão inseridos na área da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Outro fator importante é a descoberta de reservas de minério de ferro, na denominada “Nova Fronteira Minerária”, atraindo grandes mineradoras.

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Diversificação – Para o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), Gil Pereira, haverá uma diversificação da economia regional com a entrada de novos segmentos no setor produtivo. Ele cita a implantação da Case New Holland (CNH), fabricante de máquinas do grupo Fiat, em Montes Claros. “ um novo viés que a região não tinha”, afirma. A fábrica receberá inversões de R$ 600 milhões até 2014.

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Outro setor que passará a ter importância na economia regional será a mineração, segundo o secretário. Em meio às descobertas de jazidas significativas de minério de ferro, importantes mineradoras já anunciaram aportes. Entre elas está a Sul Americana de Metais S/A (SAM), subsidiária da Votorantim Novos Negócios, e a chinesa Honbridge Holdings, com o projeto Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 4,236 bilhões. O complexo terá capacidade de 25 milhões de toneladas/ano e deverá entrar em operação em 2015.

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Além da SAM, outras empresas já anunciaram aportes no Norte do Estado. A Vale S/A, por exemplo, anunciou inversões de R$ 560 milhões para explorar a minério de ferro na região. Já a Minas Bahia Mineração (Miba), controlada pela Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), está estudando aportes bilionários no Norte do Estado.

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Em Minas Gerais, os municípios com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são aqueles que tem a mineração como o principal atividade econômica. Um contraponto com a atual situação de grande parte das cidades no Norte mineiro, com baixos índices de desenvolvimento.

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Em Grão Mogol, no Norte de Minas, por exemplo, atualmente com a economia fortemente ligada à silvicultura, o cenário poderá mudar nos próximos anos com os investimentos da SAM. O prefeito Jeferson Figueiredo estima que, somente com a Compensação Financeira sobre a Exploração de Recursos Minerais (Cfem), a receita municipal deverá dobrar. “O município vai poder investir mais em infraestrutura e será autossuficiente para investir com recursos próprios naquilo que precisa”, diz.

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Infraestrutura – Apesar das boas perspectivas alguns gargalos ainda devem ser eliminados para o desenvolvimento do Norte de Minas. Entre elas está a necessidade de melhorar a infraestrutura da região com a implantação de estradas e ferrovias para escoar a produção.

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“Temos que fugir um pouco do tradicional, que é incentivo fiscal e oferta de terrenos”, afirma o diretor financeiro da Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas (Adenor), Pávilo Miranda. Para ele é preciso criar atrativos para região, tais como uma rede de hospitais de qualidade e investimentos em educação.

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Outro ponto destacado pelo diretor da agência é a mobilidade urbana. “Isto é necessário para que os colaboradores tenham um acesso fácil às empresas”, diz. Além disso, conforme ele, é preciso também reter os talentos que chegarão à região através das novas empresas.

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Além da atração de novos negócios, Pereira explica que a agência também busca o desenvolvimento das empresas já instaladas na região. Além do crescimento destes estabelecimentos, há a busca pela melhora na qualidade.

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Fonte: Diário do Comércio

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