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Nova tecnologia permite limpar água residual de mineração

6 de março de 2013

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Ao longo dos últimos 468 anos, os fazendeiros e agricultores que trabalham nas terras do Cerro Potosí, na Bolívia, enfrentaram um sério problema: a exploração da prata e a poluição provocada pelos resíduos dos minérios.

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Os problemas ambientais causados pelo pelos metais descartados no processo de mineração foram notícia durante anos. Segundo cálculos de pesquisadores, a cada ano dezenas de minerais tóxicos são despejados em cursos d´água da região, incluindo 161 toneladas de zinco, 157 toneladas de ferro e mais de duas toneladas de arsênico, em apenas uma área de estudo.

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A expectativa de vida dos mineiros é de apenas 40 anos, a pobreza é elevada e está relacionada aos problemas ambientais decorrentes da atividade mineradora. Os agricultores regam suas plantações com a água contaminada dos minérios, já que as chuvas são escassas nesta região árida.

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A limpeza da águas residuais da mineração é um grande desafio. Sistemas convencionais de tratamento costumam utilizar produtos químicos industriais e eletricidade para realizar a filtragem, inviáveis em um lugar pobre como Potosí.

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A equipe de Robert Nairn, da Universidade de Oklahoma, professor de Engenharia Ambiental e Diretor do Centro de Restauração de Ecossistemas e Bacias, está mudando a situação. Segundo artigo do Txchnologist, eles construíram um sistema de tratamento passivo, que aproveita os mecanismos do entorno para limpar os resíduos da mineração.

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O sistema funciona mediante a coleta das águas residuais em pequenos tanques de filtragem revestidos de argila, cada um com diferentes características para as diversas etapas do tratamento. A água se desloca através de um sistema de declives, consumindo pouca ou nenhuma eletricidade, que pode ser obtida por geração solar ou eólica.

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“O mais importante é que estamos promovendo processos naturais para fazer o trabalho, sem utilizar novos produtos químicos”, relata Nairn. “É uma tentativa de combinar ecologia com engenharia e design”, acrescenta.

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Cada unidade do sistema separa determinados metais dos efluentes da mina. Alguns tanques não contêm oxigênio, outros, sim. Um deles, denominado biorreator de fluxo vertical, envia a água para um recipiente com adubo orgânico, onde microorganismos consomem parte dos poluentes. Outro, denominado drenagem anóxica de calcário, utiliza o mineral para aumentar o PH e auxiliar a precipitação dos metais. Mangues artificiais são o último passo do processo, filtrando os elementos sólidos para melhorar a qualidade da água.

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“Há uma série de mecanismos que contribuem para a retenção de poluentes nesses estanques”, explica Nairn. “Quando a água chega ao último tanque, passa de uma coloração alaranjada para cor de lodo, e finalmente, torna-se transparente”.

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Origem do projeto e resultados

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O sistema utilizado pela equipe de Oklahoma foi desenvolvido ao longo das últimas décadas. Ele surgiu a partir da crescente necessidade de acabar com os danos causados pela atividade mineradora, seja contaminando lençóis freáticos ou cursos d´água na superfície.

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“A tecnologia avançou consideravelmente, a ponto de podermos identificar os mecanismos específicos que precisamos desenvolver para viabilizar o processo”, explica Nairn.

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Sua equipe instalou com sucesso o sistema de tratamento passivo em seis projetos em andamento nos Estados Unidos. Em Oklahoma, eles estão limpando águas residuais consideradas irremediavelmente contaminadas pela mineração. O desenvolvimento e construção desse projeto custou 1,2 milhões de dólares e permite processar 950 litros de água contaminada por minuto.

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O projeto de Potosí, cujo custo total até o momento é de 75 mil dólares (projeto, engenharia e construção), ainda está na fase de testes. Mas os resultados iniciais demonstram que a água carregada com metais pesados que passa pelo sistema sai com concentrações significativamente mais baixas e aceitáveis para a irrigação de plantações.

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O sistema retém metais como hidróxidos e sulfuretos, e deverá ser limpo em 20 ou 30 anos para que funcione corretamente. “Sabemos que teremos que voltar, mas com esse sistema, Potosí ganha várias décadas de tratamento de águas contaminadas a um custo baixo”, conclui Nairn. Qual é a sua opinião sobre esse novo sistema?

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Fonte: Discovery Notícias

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