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PARÁ ATRAI R$ 7 BILHÕES EM INVESTIMENTOS PARA O SETOR PRODUTIVO

4 de abril de 2012

O Pará despertou, nos últimos anos, o interesse de empresas brasileiras e internacionais, nos mais variados setores da produção. Segundo o Departamento de Mercado e Atração de Investimentos (DMAI), vinculado

O Pará despertou, nos últimos anos, o interesse de empresas brasileiras e internacionais, nos mais variados setores da produção. Segundo o Departamento de Mercado e Atração de Investimentos (DMAI), vinculado à Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), 18 empresas estão em fase de implantação no Pará, com investimentos estimados em R$ 7 bilhões. A previsão é que essas empresas gerem mais de 15 mil empregos no Estado.
 
Em 2011, de acordo com o levantamento, o interesse dos investidores deu um salto, em relação a anos anteriores. Das 57 empresas atendidas atualmente pelo Departamento de Mercado e Atração do Pará, 35 delas demonstraram interesse em ingressar no mercado paraense no primeiro ano da atual gestão. A agroindústria é o setor de maior interesse das empresas, correspondendo a 17% da demanda.
 
Segundo a diretora do DMAI, Fátima Gonçalves, o número reflete a adoção de uma política de atrativos posta em prática pelo Governo do Pará. “Estamos cada vez mais nos preparando para trabalhar profissionalmente a atração de investimentos produtivos para o Estado, investindo, inclusive, na capacitação dos próprios servidores que integram o Programa de Atração de Investimentos”, informa Fátima, destacando que o principal objetivo da equipe é garantir investimentos sustentáveis.
 
Em março, o governador Simão Jatene abordou no programa de rádio “Prestando Contas” o impacto positivo dos novos empreendimentos no desenvolvimento do Estado. Segundo ele, do segundo semestre de 2011 até março de 2012, pelo menos 10 grandes empresas iniciaram o processo de instalação no Pará, tendo como base a utilização de matéria prima. “Mais do que exportar a matéria prima, essas empresas vão utilizar nossos recursos para chegar ao produto final no Estado, gerando produção, emprego e renda”, ressaltou.  
 
Segundo Jatene, a política de atrativos adotada pelo Governo do Estado tem sido determinante para que as empresas decidam  investir no setor produtivo paraense. “As empresas não vão para um lugar onde não encontrem um ambiente favorável”, afirmou o governador, destacando ainda que a melhoria na imagem do Estado fora das suas fronteiras também funciona como um importante atrativo para investidores.
 
Mudança na imagem – “Nos últimos tempos, a verdade é que a nossa imagem na mídia nacional começou a ter uma mudança de perfil. Começamos a ser vistos pelo que temos de positivo, com os nossos artistas tendo mais espaço, a nossa culinária sendo referenciada e o Pará sendo um espaço privilegiado para realização de grandes eventos esportivos. Essas coisas todas, sem dúvida, terminam influenciando não só na nossa autoestima, mas também para que o resto do Brasil e alguns países vejam o Estado como um território atraente para projetos de boa qualidade, não apenas para retirar matéria prima e processar fora das nossas fronteiras, mas para montar aqui fábricas, que gerem emprego e renda para a nossa gente”, destacou.
 
Simão Jatene comentou ainda no programa a reunião realizada no dia 15 de março, com representantes da Natura, empresa brasileira de grande destaque na produção de cosméticos. Na ocasião, o governador e o vice-presidente de Operações e Logística da empresa, João Paulo Ferreira, assinaram um Protocolo de Intenções para a construção de um complexo industrial no município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém. Segundo Jatene, o investimento da Natura para a implantação do complexo será de cerca de R$ 150 milhões.
 
De acordo com o governador, o empreendimento da Natura permitirá aumentar a arrecadação de tributos no Pará, gerar 400 empregos diretos e abrir oportunidades para pelo menos 2.500 famílias, que serão incluídas na cadeia extrativista de coleta de matéria prima. Jatene destacou ainda o compromisso assumido pela Natura de implantar um polo de inovação que, segundo ele, deverá incentivar outras empresas do ramo a investir na produção de cosméticos no Pará, a partir da biodiversidade amazônica.
 
Segundo Jatene, mais do que atrair empresas para o território paraense, o governo está atento para que os empreendimentos sejam aliados na produção sustentável, como forma de preservar a biodiversidade da região. “Esse é um desafio nosso. Não adianta festejar qualquer empreendimento. Nós temos que ter cuidado. Os empreendimentos quer vêm para cá devem ser sustentáveis, no sentido de tratar o ambiente de forma correta”, ressaltou.      
 
Estratégia – O titular da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, explica que a política de atrativos adotada pelo Governo do Estado busca proporcionar “um ambiente propício, para que o investidor possa sentir que seu empreendimento vai ser instalado em um Estado viável e de bom acolhimento, por parte do governo, quanto ao ambiente empresarial”.
 
Segundo Sidney Rosa, o principal objetivo é dinamizar a economia com a geração de emprego e renda. “O que o governador Simão Jatene tem dito sempre é que o grande objetivo de um governo é a geração de emprego e renda. Somente com essa oportunidade é que nós vamos emancipar as pessoas”, destaca.
 
Para isto, segundo o secretário, o governo trabalha a partir de um planejamento que busca convergir os investimentos realizados no Pará e transformá-los em desenvolvimento. “É necessário buscar soluções nos ‘gargalos’ que ainda temos na economia, como por exemplo na logística e na qualificação profissional, e enfrentar o desafio de fazer com que nossas matérias primas em potencial possam se converter em produtos competitivos nos mercados nacional e internacional. São essas condições que vão atrair os investidores, para que tenhamos novos postos de trabalho no Pará”, avalia.
 
A estratégia do governo vem alcançando resultados positivos. Em 2011, o Pará gerou 52 mil novos postos de trabalho, segundo o relatório elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Pará, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O número foi o segundo melhor saldo alcançado pelo Estado, desde 1992, quando iniciou a série histórica do Caged.
 
O balanço sobre a evolução do emprego formal no Pará, de janeiro a dezembro de 2011, mostrou crescimento em todo o Estado: 366.721 admissões contra 315.228 desligamentos, resultando em um crescimento de 8,04%.

 

Fonte: Pa.gov.br

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