NOTÍCIAS

Parceria entre CNI e Apex-Brasil ajudará 1,3 empresas a atuarem no comércio exterior

30 de junho de 2017

Convênio entre as instituições buscará formar 1 mil novas exportadoras e apoiará a consolidação de mais de 300 empresas no mercado internacional

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) renovaram a parceria para promover a inserção de empresas brasileiras no comércio internacional. Ao longo de dois anos, serão investidos R$ 14 milhões em missões prospectivas, comerciais, encontros de negócios no Brasil e no exterior, além de apoio ao investidor estrangeiro. A meta é atender 1,3 mil empresas, sobretudo de pequeno e médio portes. As ações devem resultar em R$ 900 milhões em negócios.
 
A expectativa do convênio é fortalecer a atuação de mais de 300 empresas no exterior e contribuir para a internacionalização de cerca de 1 mil indústrias. “A cooperação entre CNI e Apex-Brasil tem buscado a promoção de negócios, a ampliação da base de empresas brasileiras exportadoras e o fortalecimento da imagem do Brasil como um player de relevância nos mercados internacionais”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.
 
Em 2017, estão previstas 27 ações – 15 no Brasil e 12 no exterior. A iniciativa prioriza o desenvolvimento de oito setores industriais: alimentos e bebidas, têxtil e calçados, máquinas e equipamentos, móveis e madeira, construção, químicos e farmoquímicos, além de tecnologias da informação e comunicação.
 
RESULTADOS – A CNI e a Apex-Brasil mantêm a parceria para apoiar a internacionalização desde 2008. Na última edição do convênio, entre 2015 e 2016, foram investidos R$ 10,5 milhões em ações que beneficiaram 1,6 mil empresas. Dessas, 300 se tornaram exportadoras e movimentaram R$ 1 bilhão em negócios no exterior.
 
Desde 2008, mais de 6 mil empresas foram beneficiadas pela parceria entre a CNI e a Apex-Brasil. Entre elas estão a Caleidoscópio, marca alagoana de joias artesanais, e a Maryne, indústria paraense de alimentos. A Maryne produz alimentos congelados como pão de queijo, pão francês, salgados, biscoito três queijos e Chipa Paraguaia. A empresa existe há 23 anos e foi fundada pela mãe do empresário Délcio Sá, Maryanne Mendes, que começou vendendo pão de queijo caseiro.
 
O negócio cresceu e ela alugou um salão para aumentar a produção, contratou funcionários e depois fundou a indústria. Hoje, a fábrica vende para as regiões Norte e Nordeste e está em negociação para começar a vender para a região Centro-Oeste. Em 2015, a empresa começou a desenvolver o plano de exportação com a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), amparada pelo convênio entre CNI e Apex-Brasil . O empresário fez cursos e treinamentos. Aprendeu sobre merchandising, marca, embalagem e o passo a passo para exportar. No começo de 2016, começou a vender para os Estados Unidos. Agora, a empresa está em negociação para vender para México, Paraguai e países da África.
Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



MINÉRIO DE FERRO: Preço tem leve alta no mercado futuro

1 de novembro de 2017

O contrato mais negociado no mercado futuro de minério de ferro, na China, com vencimento em janeiro de 2018, passou de 428 para 429,5 iuanes, ou US$ 65,09 a tonelada, de acordo com o câmbio.

LEIA MAIS

Cazaquistão recebe este ano o World Mining Congress

16 de abril de 2018

Com uma gama diversificada de commodities minerais, o Cazaquistão é o maior produtor mundial de urânio, o segundo maior de cromita e…

LEIA MAIS

Projeto de terras-raras vai produzir 5 mil toneladas por ano em Goiás

13 de novembro de 2017

A Mineração Serra Verde (MSV) trabalha para produzir anualmente 5 mil toneladas de concentrado de terras-raras no projeto que possui…

LEIA MAIS