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Plantas do Espírito Santos investem em pelotização

26 de junho de 2012

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De olho na perspectiva de retomada do crescimento do setor de aço no médio prazo, duas plantas de produção de pelotas de minério de ferro instaladas no Espírito Santo estão investindo na expansão de suas capacidades de produção. Feitas a partir do beneficiamento dos finos de minério de ferro (pellet feed) gerados no processo de lavragem de mina, as pelotas são utilizadas principalmente como matéria-prima na indústria siderúrgica.

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Na Samarco, o projeto de implantação da quarta usina de pelotização, orçado em R$ 5,4 bilhões, vai elevar a capacidade de produção das atuais 22,2 milhões de toneladas ao ano para 30,5 milhões de toneladas. E, no Complexo de Tubarão, a Vale investe US$ 832,6 milhões na instalação da oitava usina de pelotização, que vai acrescentar 7 milhões de toneladas ao ano à capacidade atual da planta de 29,2 milhões, o que corresponde a cerca de 50% de toda a produção de pelotas da empresa.

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A nova usina da Vale deve ser inaugurada no fim do ano e o projeto da Samarco estará pronto em janeiro de 2014. Para Maury de Souza Junior, diretor de implementação de projetos da Samarco, a empresa trabalha com a perspectiva de que os fundamentos do mercado continuam valendo e a retomada do crescimento virá no médio prazo. “A indústria siderúrgica vai voltar a investir e demandará mais matéria-prima. Queremos estar prontos para atender.” A empresa já tem contratos assinados para absorver 50% da nova produção, segundo ele.

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Apesar de uma conjuntura mundial desfavorável para a siderurgia, a direção da Vale segue com seu cronograma de investimentos no setor. Para este ano, o orçamento prevê US$ 621 milhões em projetos siderúrgicos, aumento de 35% sobre os US$ 460 milhões investidos em 2011. A justificativa da mineradora está no que ela classifica como “excelente perspectiva de crescimento do setor no longo prazo e histórico de retorno superior ao desempenho das demais siderúrgicas do mundo”.

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Outra explicação para a expansão da mineradora no ramo siderúrgico está, segundo a empresa, numa tendência maior de verticalização das produtoras de aço, com predomínio da utilização de minério cativo em sua produção. Dessa forma, estrategicamente, para a Vale manter sua participação nesse mercado demandará uma maior exposição sua aos mercados siderúrgicos. Assim, ganha importância a estratégia de ampliar sua presença em siderurgia no Brasil, mesmo com um cenário momentaneamente complicado.

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Atualmente, além de uma participação minoritária (26,9%) na ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), no Rio de Janeiro, a Vale tem o projeto da CSP – Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, cuja construção começou em dezembro. Ele está sendo tocado em parceria com a Congkuk Steel Mill Co. e a Posco, duas grande fabricantes de aço da Coreia do Sul. Além desse projeto, está em estágio inicial a Alpa – Aços Laminados do Pará e a CSU – Companhia Siderúrgica Ubu, no Espírito Santo. Após a instalação desses projetos, a Vale terá capacidade total de produção anual da ordem de 18,5 milhões de toneladas.

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Fonte: Valor Econômico

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