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Preço do minério de ferro não deve voltar a cair, avalia Credit Suisse

15 de fevereiro de 2012

rnApós a queda em um terço do preço do minério de ferro em outubro, com o valor no mercado à vista da China chegando a US$ 116 por tonelada, muitos analistas esperavam por uma deterioração ainda maior

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Após a queda em um terço do preço do minério de ferro em outubro, com o valor no mercado à vista da China chegando a US$ 116 por tonelada, muitos analistas esperavam por uma deterioração ainda maior do mercado de aço chinês, entretanto, o Credit Suisse discorda dessa visão, uma vez que o preço mostrou uma recuperação gradual em janeiro.

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“Continuamos mais otimistas que o consenso do mercado, com a expectativa de crescimento de 4% da produção global de ferro até o final de dezembro de 2012. Também permanecemos cautelosos com o iminente crescimento da oferta”, afirma a equipe de análise do banco suíço.

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Cenário macroeconômico pressiona demanda

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Os analistas Ivano Westin e Carlos Louro esperam que o preço do minério de ferro mantenha-se entre US$ 130 e US$ 140 por tonelada em boa parte do primeiro trimestre deste ano, chegando a testar valores mais elevados, mas pressionado pelas preocupações com a economia global.

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“Enquanto as preocupações macroeconômicos persistirem, as siderúrgicas devem manter o atual modelo de compra de matérias-primas sensíveis ao custo. Com a melhora do cenário ao longo do ano, devemos perceber uma elevação da produtividade, aumentando a procura por minério de ferro”, acreditam os analistas.

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Manutenção do preço

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O modelo de análise do Credit Suisse indica que o preço da commodity deve se manter nos níveis atuais, uma vez que a expansão do abastecimento irá demorar mais do que o esperado. Os reveses dos projetos australiano e brasileiro e a queda das exportações da Índia são alguns dos responsáveis pelo desequilíbrio do mercado, segundo o banco.

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“O índice de preços estão oferecendo margens adequadas para manter os níveis de produção elevados, mas seria necessário um aumento de 30% nas exportações indianas para o aumento dos preços, que será suportado por uma valorização gradual do yuan e aumento dos custos operacionais, compensados de alguma forma pelas siderúrgicas”, conclui o banco.

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Fonte: Info Money

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