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Preço do minério perto da estabilidade

28 de junho de 2012

rnOs preços do minério de ferro deverão mostrar maior estabilidade nos próximos meses e não cairão muito em relação aos patamares atuais, na avaliação do diretor-executivo de Ferro

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Os preços do minério de ferro deverão mostrar maior estabilidade nos próximos meses e não cairão muito em relação aos patamares atuais, na avaliação do diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins. Segundo o executivo, a continuidade da operação de minas de alto custo contribui para sustentar as cotações em níveis ainda elevados. “A entrada em operação de grandes projetos, como o da Vale [Serra Sul], pode ter impacto no preço. Mas não há outros projetos desse porte em andamento”, disse Martins, que participou ontem do 23º Congresso Brasileiro do Aço.

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O executivo destacou ainda que a China, cada vez mais, desempenhará papel de protagonista na formação dos preços do minério. Responsável por 80% do consumo mundial da commodity, o mercado chinês, no futuro, responderá por 90% da demanda, na avaliação de Martins. Esse crescimento será puxado pelo aumento na produção de aço, especialmente para aplicação na construção civil. “Devemos olhar para a Ásia daqui para a frente. No Ocidente, o crescimento será marginal”, enfatizou.

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No entanto, até 2020, o crescimento da demanda por aço acabado na China deve se estabilizar em 3% ao ano, abaixo das taxas exibidas nos últimos 20 anos, destacou em painel, no evento, Antonio Sun, sócio da consultoria McKinsey & Co Shanghai. Segundo o especialista, após anos de crescimento expressivo, o consumo chinês de aço deverá se acomodar em 815 milhões de toneladas por ano. “Pode haver um pico de consumo, de 900 milhões de toneladas, em dois ou três anos após 2020, mas a média de consumo ainda deverá ser de 815 milhões de toneladas.”

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Se esse índice se confirmar, o consumo de aço no país, que é hoje o maior produtor mundial, terá crescido menos que o Produto Interno Bruto (PIB), invertendo a relação exibida até 2011. Para os próximos dez anos, a McKinsey projeta expansão de 7,8% ao ano para a economia chinesa, diante da manutenção do processo de industrialização e aumento da população urbana. “Até agora, vimos o consumo de aço crescer a taxas muito superiores às do PIB. Isso não se sustenta mais”, comentou.

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A construção civil, segundo Sun, será o principal motor para o crescimento da demanda doméstica de aço. Neste momento, comentou, as siderúrgicas chinesas estão enfrentando forte pressão nas margens de lucro, em razão do excesso de oferta e da queda dos preços – um novo corte foi anunciado no mês passado. Contudo, nos próximos anos, o país poderá assistir a um nova rodada de consolidação no setor, com vistas a garantir a competitividade do aço chinês, destacou. “Hoje, as dez maiores respondem por apenas 50% da produção local”, afirmou.

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Mundialmente, o consumo de aço, que no ano passado ficou em torno de 1,5 bilhão de toneladas, deverá duplicar até 2050 e se estabilizar em até 3 bilhões de toneladas anuais, de acordo com projeções da World Steel Association (WSA. Esse crescimento, segundo o diretor-geral da WSA, Edwin Basson, será impulsionado pela expansão da população mundial, com consequente aumento da demanda por produtos siderúrgicos. “Acho que podemos ser otimistas para o futuro. Não existe sociedade moderna sem aço”, disse Basson.

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Fonte: Valor Econômico

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