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PROJETOS INDUSTRIAIS E MINERAIS NÃO SAEM DO PAPEL

5 de fevereiro de 2012

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Seis grandes projetos previstos para Minas, que somam R$ 20 bilhões, não se concretizaram.

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Pelo menos R$ 20 bilhões em investimentos prometidos para Minas Gerais nos últimos sete anos ainda não saíram do papel. A cifra é resultado de seis protocolos de intenções assinados entre empresas privadas e o governo estadual que não cumpriram a data de instalação. Os seis projetos prometiam a abertura de 42 mil postos de trabalho, mas as empresas não conseguiram cumprir o cronograma ou mudaram os planos de investimentos. Em alguns projetos há esperança de viabilização, enquanto outros foram adiados indefinidamente.

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Nas cidades que deveriam receber os investimentos, a expectativa de aumento de arrecadação e salto de desenvolvimento deu lugar à frustração. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) informa, via assessoria de imprensa, que não possui a relação dos protocolos assinados nos últimos anos. Tampouco disponibiliza uma lista com os mais importantes deles. No entanto, são de conhecimento público os projetos mais importantes que acabaram sendo abortados em função do ambiente econômico desfavorável ou por questões relativas ao licenciamento ambiental.

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Os projetos que não se realizaram, contudo, têm valor inferior aos investimentos prometidos recentemente. O balanço do governo disponível aponta que, nos dez primeiros meses de 2011, foram assinados 141 protocolos de intenções para investimentos em diversos setores, que somam R$ 27,6 bilhões e prometem a criação de 127.351 empregos (40.936 diretos e 86.415 indiretos).

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Os seis projetos em atraso foram anunciados em tom de redenção para os municípios, especialmente os que se dirigiam ao Norte de Minas. “A expectativa era muito grande. Temos 50% das ruas da cidade sem calçamento. Somente com o aumento na arrecadação de ICMS, este problema seria resolvido”, afirma a prefeita de Riacho dos Machados, Domingas da Silva Paz.

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Na cidade do Norte de Minas, que tem menos de 10 mil habitantes, uma subsidiária da mineradora canadense Carpathian Gold prometeu, em protocolo assinado em 2009 com o governo de Minas, investimentos de US$ 230 milhões.

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A intenção era iniciar a exploração de ouro em 2010. O projeto previa a implantação de uma unidade industrial no município, destinada à produção de ouro em barras e processamento do metal.

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A empresa divulgou, na época, a expectativa de extrair 2,2 milhões de toneladas por ano, o que geraria 102 mil onças de ouro por ano, o equivalente a 310 quilos do metal. O faturamento previsto para 2011 era de R$100 milhões, enquanto para 2012 o valor programado deveria subir para R$160 milhões.

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Na semana passada, a empresa confirmou que não há previsão sequer para o início das obras.

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A empresa questiona o que considera um “excesso de condicionantes” durante o processo de licenciamento ambiental.

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Ainda no Norte de Minas, outro protocolo de intenção de investimentos bilionário no setor de mineração emperrou. A Mineração Minas-Bahia (Miba) projetava aporte de R$ 3,6 bilhões na exploração de minério de ferro em Grão Mogol e Rio Pardo de Minas. Anunciado no Palácio Tiradentes em abril de 2010, e com previsão de início da implantação da mina em 2011, o investimento deixou as autoridades mineiras animadas.

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Até a última quinta-feira, nenhum grama de minério havia sido extraído, e o prefeito de Grão Mogol, Jéferson Figueiredo, disse que não havia perspectiva de início da exploração. O município de Grão Mogol tem cerca de 15 mil habitantes. A promessa da Miba era de gerar, entre diretos e indiretos, nada menos do que15 mil empregos.

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A ArcelorMittal Brasil pretendia investir US$ 1,2 bilhão na expansão da unidade siderúrgica de João Monlevade. O plano era o de duplicar a produção de aço, mas as incertezas do cenário econômico fizeram a companhia congelar o investimento.

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A suspensão do aporte gerou um efeito cascata. Um hotel e um shopping que seriam construídos passam por reavaliação. A Prefeitura de João Monlevade estima que deixa de arrecadar R$ 500 mil mensais com a paralisação da obra. Na unidade da ArcelorMittal Brasil em Juiz de Fora, seriam investidos R$ 54,5 milhões na expansão das atividades, com a geração de 380 empregos. A injeção dos recursos também ocorreu.

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Fonte: Hoje em Dia

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