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Rio Tinto desacelera investimento na Guiné e demite funcionários

12 de março de 2013

rnA mineradora global Rio Tinto desacelerou os investimentos para a exploração da reserva de minério de ferro de Simandou, na Guiné, e demitiu funcionários, disseram fontes governamentais do país africano na

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A mineradora global Rio Tinto desacelerou os investimentos para a exploração da reserva de minério de ferro de Simandou, na Guiné, e demitiu funcionários, disseram fontes governamentais do país africano na segunda-feira.

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As fontes, que pediram anonimato, falaram depois de negociações no fim de semana entre executivos da Rio Tinto e autoridades, durante as quais a mineradora teria pressionado o governo a resolver questões jurídicas e de financiamento.

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Essas fontes disseram que a Rio Tinto, sob pressão de investidores para cortar custos, demitiu 90 por cento dos seus empregados na Guiné.

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“(A Rio Tinto) anunciou essencialmente que congelou seus investimentos na Guiné, argumentando que está esperando um marco regulatório mais estável e seguro por parte do governo”, disse uma das fontes governamentais.

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Duas outras fontes graduadas do governo confirmaram que a Rio Tinto anunciou uma paralisação dos seus investimentos.

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A empresa negou que tenha deixado de operar, mas confirmou que está trabalhando com o governo para resolver questões pendentes, inclusive o financiamento para a parte do governo em ambiciosas obras de infraestrutura.

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“O projeto Simandou definitivamente não está congelado, e a Rio Tinto continua progredindo com o projeto e está comprometida com seu desenvolvimento”, disse um porta-voz da empresa. “A atual prioridade é finalizar o marco de investimentos, e que o governo da Guiné assegure seu financiamento.”

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Esse porta-voz da empresa disse que as discussões dos executivos com o governo foram “construtivas”.

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Fontes governamentais disseram que o novo presidente executivo da Rio Tinto, Sam Walsh e outros diretores se reuniram com o presidente Alpha Condé e com o ministro das Minas, Mohamed Lamine Fofana, para informar a decisão da companhia.

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As fontes disseram que Walsh informou que a Rio Tinto reduziria seu orçamento em 600 milhões de dólares e ficaria com apenas cinco empregados na Guiné.

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A Rio Tinto está desenvolvendo parte da gigantesca concessão de minério de ferro de Simandou, uma das maiores reservas inexploradas de ferro no planeta, perto da fronteira com a Libéria.

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Uma forte redução nos preços globais das matérias-primas tem obrigado mineradoras como a Rio Tinto a arquivarem planos de expansão, incluindo a BHP Billiton e a Vale.

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Em outubro do ano passado, a Vale colocou em revisão o escopo e o cronograma do projeto de minério de ferro Simandou, na Guiné, em meio a dificuldades com o governo local e à necessidade de adiar investimentos num cenário econômico difícil.

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Fonte: Estadão

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