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Rio Tinto vê volatilidade no curto prazo

19 de abril de 2012

rnA Rio Tinto disse hoje que vê volatilidade no curto prazo nos mercados de commodities, mas que a demanda de longo prazo permanece intacta, com a expectativa de que a procura por muitas de suas commodities dobre nos ao longo dos próximo

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A Rio Tinto disse hoje que vê volatilidade no curto prazo nos mercados de commodities, mas que a demanda de longo prazo permanece intacta, com a expectativa de que a procura por muitas de suas commodities dobre nos ao longo dos próximos 20 anos.

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Jan Du Plessis, presidente do conselho da companhia, disse que o mundo continua a encarar “consideráveis incertezas”.

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“Enquanto o Banco Central Europeu gerenciou bem a crise da dívida soberana, a situação claramente não está resolvida e o potencial de contágio persiste”, disse Du Plessis.

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Em compensação, sinais promissores de uma recuperação dos Estados Unidos melhoraram o cenário global em comparação com seis meses atrás, frisou Du Plessis.

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Ele acrescentou que a China não está crescendo à mesma taxa que em anos recentes, mas a taxa de crescimento “ainda está muito favorável em comparação com o crescimento da economia global”.

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“Estamos mais confiantes que há seis meses”, disse.

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O executivo disse que a demanda por muitos dos produtos da Rio Tinto, que incluem minério de ferro, carvão metalúrgico e cobre, deve dobrar nos próximos 20 anos.

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Enquanto isso, o presidente do conselho da Anglo American, John Parker, fez comentários similares na última quinta-feira. Ele disse que houve sinais encorajadores de que a economia dos EUA está finalmente se livrando dos efeitos da crise financeira e que os políticos europeus evitaram riscos de rebaixamento, embora alguns problemas estruturais ainda existam em muitas economias.

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Na China, a economia reduziu o ritmo de crescimento em resposta a políticas restritivas no mercado imobiliário “com o crescimento evidente da necessidade de ajuste, há foco por uma política seletiva para amortecer a economia”, disse Parker.

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A presidente da Anglo American, Cynthia Carrol, disse permanecer otimista sobre o cenário de longo prazo para o mix de produtos diversificados da Anglo.

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“Apesar da redução do crescimento da China e de ajustes estruturais para uma economia de consumo dirigido, as províncias internas já estão vivendo e vão experimentar na próxima década um crescimento de dois dígitos”, disse Carrol. E a Índia vai continuar a puxar a demanda por carvão, diamantes e metais do grupo da platina.

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O presidente da Rio Tinto, Tom Albanese, disse que o alumínio vai continuar a ser desafiado pelo crescimento do suprimento chinês e pelos altos custos, mas o suprimento de cobre continua a ser apertado e a Rio Tinto deverá começar a se beneficiar da recuperação da demanda de cobre a partir da segunda metade do ano.

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No setor de energia, as operações australianas da Rio Tinto para carvão e urânio se recuperaram do tempo chuvoso e a companhia deverá embarcar o primeiro carregamento de carvão de Moçambique no primeiro semestre deste ano.

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A companhia continua a investir em minério de ferro na Austrália e na África, onde planeja embarcar seu primeiro carregamento de Simandou em meados de 2015.

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A mineradora também está reestudando seu portfólio: está revendo seu negócio de diamantes com uma visão potencial de venda, porque a escala é muito pequena. Também está criando novas oportunidades em potássio, como evidenciado em uma joint venture com acordo para exploração em Saskatchewan, no Canadá, local de quase metade das reservas mundiais de potássio.

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Os presidentes da Anglo American e da Rio Tinto dizem que o nacionalismo com as reservas – de onde os países tentam extrair mais lucros das taxas e royalties da mineração ou de maior participação nos depósitos – está aumentando.

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Fonte: Dow Jones Newswires

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