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Rochas ornamentais têm bom retorno

11 de setembro de 2015

Longe de ser uma commodity, as rochas ornamentais brasileiras são a vedete de um mercado disposto a pagar bem por exclusividade. O saldo na balança comercial do setor no turbulento primeiro semestre de 2015 já é de 590 mil

Longe de ser uma commodity, as rochas ornamentais brasileiras são a vedete de um mercado disposto a pagar bem por exclusividade. O saldo na balança comercial do setor no turbulento primeiro semestre de 2015 já é de 590 milhões de dólares. O Espírito Santo é o principal produtor e exportador de rochas do país. Em 2014, faturou 1,3 bilhão de dólares com as vendas no exterior, puxado sobretudo pela recuperação econômica dos Estados Unidos. O mármore e granito capixabas representaram 3,5% de todas as vendas do Brasil para os EUA em 2014. Nos últimos oito anos, a participação do setor de rochas no PIB do Estado subiu de 7% para 10,5%.

De acordo com a Associação Noroeste de Pedras Ornamentais (Anpo), das 400 empresas que atuam na lavra de mármore e granito no estado, cerca de 80% são pequenos e médios empreendimentos. Se considerada toda a cadeia produtiva, o número chega a 3 mil empresas de pequeno porte, com destaque às marmorarias. “Trabalhamos visando adequar as pequenas empresas para atender às demandas das grandes, principalmente por insumos”, diz Wagner Santana, gestor do projeto de rochas ornamentais do Sebrae¬ES. Como essas empresas pagam bons salários e estão na maioria no interior do Estado, o setor contribuiu para a fixação das famílias. Um estudo da Anpo aponta que na região norte do Espírito Santo, que reúne 22 municípios produtores, a cada cinco pessoas, uma trabalha no setor. 

O empresário Helder Nico comanda duas empresas de médio porte, que atuam da extração à exportação de rochas. A Liberty vende cerca de US$ 480 mil ao ano em blocos no mercado interno. A Granite exporta 1,2 milhão de dólares por ano em chapas. “Com o dólar alto, eu capto recurso no mercado externo e fico com um bom poder de compra no mercado interno.” Nico acredita que a hegemonia brasileira no mercado de rochas independe do cenário externo: “O Brasil é um celeiro de rochas”, diz. Para ele, a exclusividade é um diferencial insuperável: “é um produto com 10 milhões de anos de fabricação. É único.” Um contêiner carregado com chapas de granito comum é vendido em média a US$ 3 mil, enquanto um granito exclusivo, como o azul macaúbas com moscovita, vale 10 vezes mais. 

Mário Imbroisi, diretor executivo da Anpo, ressalta que dentro do setor convivem situações diferentes. As empresas que já se dedicam à exportação, de fato vivem em uma “ilha da realidade do Brasil”. “A maioria das micro e pequenas não podem adquirir máquinas para que se tornarem competitivas”, diz. Imbroisi estima que para adquirir uma jazida e iniciar a extração, o investimento inicial varia de 3 a 4 milhões de reais. “E a jazida é uma caixinha de surpresas. Ninguém sabe o que vem na frente e o mercado é exigente”, ressalta.

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Fonte: Valor Econômico

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