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Setor de mineração resiste à desaceleração do PIB chinês

20 de abril de 2012

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Mesmo com crescimento econômico menor, o país asiático manteve o ritmo de compras

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O setor de mineração manterá um forte ritmo de produção e vendas neste ano, mesmo com o cenário de redução no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China, maior comprador de minério de ferro do mundo. Os resultados do primeiro trimestre de gigantes do segmento, como a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, apontam queda nas operações e nas vendas, mas estão influenciados pela sazonalidade do período, como chuvas no Brasil e ciclones na Austrália.

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“Somente um cenário inesperado, de queda acentuada do PIB chinês, ou uma quebra geral na Europa, pode desaquecer o segmento. O nível de atividade é muito alto e repetir 2011 já seria um ótimo negócio, mas ainda vai crescer”, diz o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

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O PIB da China apresentou nos três primeiros meses do ano avanço de 8,1%, a menor taxa trimestral dos últimos três anos. A importação do insumo siderúrgico cresceu 6%, mantendo a produção de minério de ferro no topo da capacidade das companhias.

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O preço da tonelada de minério de ferro saiu de US$ 138 no primeiro dia útil de 2012, para fechar nesta quarta-feira (18), a US$ 148,50, com tendência de chegar a US$ 160 no segundo semestre, de acordo com analistas de mercado consultados.

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Em Minas, o efeito das chuvas culminou em embarques de minério de ferro 2,6% menores no primeiro trimestre desse ano em relação ao ano anterior. Saíram de 35,130 milhões de toneladas para 34,205 milhões de toneladas. No Brasil, a queda foi de 0,6% no mesmo intervalo. A Vale apresentou produção trimestral 2,2% menor.

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A produção da BHP no Brasil, que ocorre via Samarco, em uma joint venture com a Vale, se manteve praticamente estável, mas os embarques tiveram leve recuo, de 2,5 milhões de toneladas para 2,4 milhões de toneladas.

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Para o analista de siderurgia e mineração do banco Geração Futuro, Rafael Weber, a China deve encerrar o ano com uma alta de 5% na importação de minério. “As mineradoras vendem tudo o que produzem e compram minério de terceiros para vender. As entrantes no mercado estão com dificuldades de desenvolver seus projetos, muitas vezes por questões ambientais, ou seja, há muita demanda e pouca oferta nova”, observa.

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Os analistas lembram que a economia é cíclica e que o movimento de alta na demanda e nos preços tem um limite, mas que o cenário que se desenha é de valorização. No ano passado, a tonelada do minério chegou ao pico de US$ 190 e começou a cair em decorrência da menor atividade econômica mundial, especialmente na Europa.

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Hoje, a conjuntura ainda é de recuperação dos preços, e Brasil e Austrália estão em boa posição por terem um preço maior em virtude de explorarem um minério de melhor qualidade.

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Fonte: Hoje em Dia

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