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Unesco propõe melhores práticas para a mineração em Minas

19 de março de 2013

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) vai ampliar, em Minas Gerais, o debate sobre a sustentabilidade na mineração. A intenção é confeccionar um guia de boas práticas visando reduzir os conflitos e expandir o diálogo. Foi aberto na última segunda-feira (18) e vai até esta quarta-feira (20) o “Seminário Internacional sobre Mineração e Sustentabilidade Socioambiental em Reservas da Biosfera”, que ocorre no Liberty Palace Hotel, em Belo Horizonte.

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“O diálogo entre as mineradoras e a comunidade afetada não é prática comum no Brasil. Não existe negociação e só há mobilização da sociedade quando o conflito já está instalado”, disse o chefe do Departamento de Ciências Biológicas da PUC Minas e vice-coordenador do Comitê Estadual de Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, Miguel Ângelo Andrade.

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São classificadas como Reserva da Biosfera áreas onde existam interesses mundiais no patrimônio, cultura, história e geologia. É o caso da Serra do Espinhaço, que se estende por Minas Gerais e Bahia, e abrange 53 municípios, sendo 36 deles mineradores. “Não negamos a geração de renda trazida pela mineração, embora ela seja mal distribuída. Mas a atividade gera desperdício de vocações regionais e conflitos, especialmente, sobre o uso de água. Muito disso ocorre por falta de diálogo, que hoje se limita ao processo de licenciamento ambiental”, disse Andrade.

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As referências para o guia de boas práticas são os objetivos do milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Plano de Ação de Madri, que coloca as reservas da biosfera como principais áreas designadas ao desenvolvimento sustentável e a observância de critério socio-ambientais para financiamentos, como exige o Banco Mundial (Bird). “Com todos esses marcos internacionais podemos criar uma visão mais estratégica, de médio e longo prazo, para o desenvolvimento, e não apenas crescimento, da mineração”, observou.

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O seminário é organizado, conjuntamente, pela Divisão de Ciências Ecológicas e da Terra da Sede da Unesco, a Unesco Montevidéu, a Unesco Brasília, o Comitê MAB Brasileiro, a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, a PUC Minas e o Governo de Minas Gerais.

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Fonte: Hoje em Dia

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