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Vale e Petrobras podem viabilizar terras raras no Brasil, diz Agência

24 de abril de 2012

rnA Vale poderá ter como garantia de investimento na exploração de terras raras um contrato de fornecimento de longo prazo com a Petrobras. O acordo viabilizaria a produção dos compostos minerais no Brasil

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A Vale poderá ter como garantia de investimento na exploração de terras raras um contrato de fornecimento de longo prazo com a Petrobras. O acordo viabilizaria a produção dos compostos minerais no Brasil, divulgou nesta terça-feira a agência de notícias Reuters. 

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 A Petrobras atualmente importa da China a matéria-prima utilizada no processo de refino de petróleo. 

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 De acordo com a agência, como parte de um protocolo de intenções recém-formalizado entre as duas companhias para projetos de interesse comum, Vale e Petrobras estudam como tornar viável a exploração de grandes jazidas de terras raras herdadas pela mineradora depois da compra de ativos da Bunge. 

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A assessoria de imprensa da Vale não quis comentar o assunto e a Petrobras não deu mais detalhes sobre o acordo com a mineradora, segundo a Reuters. 

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 A maior produtora de minério de ferro do mundo desenvolve estudos de viabilidade para a exploração dos compostos minerais em Araxá (MG) e Catalão (GO), onde estão as maiores reservas brasileiras, ainda inexploradas. 

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 O fornecimento da matéria-prima usada na elaboração de catalisadores indispensáveis à produção de gasolina se tornou uma preocupação da Petrobras depois que a China, a maior produtora do mundo, decidiu limitar as exportações de terras raras. 

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 Para refinar petróleo, a Petrobras depende de catalisadores produzidos a partir de 900 toneladas anuais de óxido de lantânio, um dos 17 compostos que compõem o grupo das terras raras, segundo relatório do Ministério de Minas e Energia  e Ministério de Ciência e Tecnologia sobre minerais estratégicos. 

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 O preço da tonelada do lantânio, segundo o relatório, passou de US$ 5,7 mil para US$ 50 mil após a China limitar a exportação por cotas, no final de 2010. O gigante asiático é responsável por 97% da produção mundial de terras raras. 

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 O preço pago pela Petrobras hoje estaria em torno de US$ 20 mil a tonelada, segundo uma das fontes da agência, que pediu para não ser identificada. 

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 De acordo com relatório do ministério, a limitação no fornecimento de terras raras pela China poderia impedir as refinarias brasileiras de produzirem plenamente, com “eventuais restrições no atendimento à demanda de gasolina e GLP [gás de cozinha]”. 

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 As terras raras também são utilizadas na produção  em uma ampla gama de bens, desde telefones celulares a telas de TV. 

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Desafios da Parceiria 

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 A produção de terras raras no Brasil requer pesados investimentos, com o desenvolvimento de processos complexos de beneficiamento, concentração e separação dos elementos em questão de minerais radioativos. 

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 “Atenção especial deverá ser dada às questões ambientais e de saúde, uma vez que a grande maioria das fontes de terras raras identificadas no Brasil está associada à presença de tório e urânio”, assinala o estudo do governo. 

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 Para garantir viabilidade econômica ao projeto, a Vale poderia contar com um contrato de fornecimento que dará garantias para investir, disseram as fontes.  

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Em outras parcerias que estão sendo discutidas, a  mineradora poderá ter prioridade no abastecimento de gás natural pela Petrobras. A petroleira, por sua vez, poderá usar os portos da Vale para escoar equipamentos necessários à exploração de campos de petróleo localizados em mar, inclusive no pré-sal. 

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 As duas companhias selaram em Sergipe na segunda-feira contrato pelo qual a Vale poderá extrair potássio em área onde a Petrobras já explora petróleo.

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“Tenho certeza de que esse é apenas um projeto dos vários que realizaremos juntos nos próximos anos”, afirmou Graça Foster, como é chamada a presidente da Petrobras, durante a solenidade de assinatura do projeto Carnalitas. 

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Fonte: Folha de S. Paulo

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