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Vale quer ter uma rede global de distribuição para atender a Ásia

26 de março de 2012

A urbanização dos países emergentes, com destaque para a China, tem sido um dos motores do crescimento da Vale. Em 2011, as vendas para a Ásia representaram 52,8% da receita total de US$ 60,9 bilhões. Apenas a comer

A urbanização dos países emergentes, com destaque para a China, tem sido um dos motores do crescimento da Vale. Em 2011, as vendas para a Ásia representaram 52,8% da receita total de US$ 60,9 bilhões. Apenas a comercialização de produtos para os chineses representou cerca de US$ 20 bilhões, quase um terço do faturamento da maior produtora de minério de ferro do mundo. Nos próximos anos, a relevância da região deve se manter: em 25 anos, 800 milhões de chineses irão migrar da zona rural para as cidades. A expansão chegará também às zonas urbanas: hoje o país tem uma média de 34 carros por mil habitantes. Em 2020, essa relação deverá chegar a 100 carros para mil chineses.

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De olho nesse mercado, a múlti verde-amarela investe mais em logística no Brasil e no exterior. Para fazer frente às rivais australianas, mais próximas dos clientes asiáticos, a estratégia da Vale contempla aumento da capacidade de portos e ferrovias no Brasil e a criação de uma rede global de suprimento no exterior, com super navios, estações flutuantes e centros de distribuição no Oriente Médio e na Ásia.

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“A China é nosso principal mercado na Ásia, mas estamos olhando os outros países da região também. A Ásia é onde o mercado vai crescer para o minério de ferro e estamos nos preparando para isso”, afirmou o diretor executivo de ferrosos e estratégia da Vale, José Carlos Martins, em recente teleconferência com analistas. A estratégia de melhorar a logística no exterior contempla não apenas a redução de custos, como a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos clientes, frisou o executivo.

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Os primeiros passos dessa estratégia ganharam velocidade neste ano. Em fevereiro, a Vale começou a operar a sua primeira estação flutuante de transferência de minério, localizada na Baía de Subic, nas Filipinas, a poucos dias de distância dos clientes asiáticos. A estação viabiliza o transbordo total ou parcial dos grandes navios Valemax, aumentando a eficiência operacional e permitindo reduzir o tempo de entrega para os clientes. Os investimentos somaram US$ 52 milhões.

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Em paralelo, a empresa tem investido na construção de centros de distribuição no exterior. Em março, a Vale inaugurou seu centro de distribuição e planta de pelotização no Complexo Industrial do Porto de Sohar, no Sultanato de Omã, um investimento de US$ 1,36 bilhão. O complexo é formado por duas unidades de pelotização, cada uma com capacidade nominal de 4,5 milhões de toneladas métricas anuais de pelotas de redução direta, e um centro de distribuição, com capacidade de movimentação anual de 40 milhões de toneladas métricas por ano.

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Na Malásia, a Vale trabalha na construção de um terminal marítimo com capacidade para receber grandes navios e um pátio de estocagem com capacidade de giro de até 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. A primeira fase do projeto deve demandar US$ 1,4 bilhão em recursos, sendo que US$ 120 milhões já foram aplicados. Para este ano, a estimativa é de US$ 367 milhões a serem investidos. A licença ambiental prévia de construção e de instalação já foi expedida. Segundo o anúncio de investimentos da empresa, a licença de operação é prevista para o primeiro semestre de 2014. Quando estiver operacional, o centro permitirá que o minério de ferro seja distribuído para países da região Ásia-Pacífico, como Japão, Austrália e a própria Malásia.

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Para receber os grandes navios, cuja capacidade de transporte chega a 400 mil toneladas de minério, terminais no exterior e no Brasil estão sendo preparados. Atualmente, os supercargueiros da Vale podem aportar sem problemas na sua capacidade máxima nos portos de Ponta de Madeira, em São Luís; Sohar, em Omã; Taranto, na Itália e Roterdã, na Holanda. Mas essa lista deverá crescer. Em janeiro, a empresa atracou o primeiro navio desse porte no porto de Tubarão (ES). A estação flutuante nas Filipinas permite a chegada desses navios, enquanto no centro na Malásia já se prevê um terminal que também facilite o acesso.

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Para atingir a meta de aumentar a capacidade de produção em mais de 50%, para 500 milhões de toneladas métricas de minério de ferro nos próximos quatro anos, a Vale investe também em logística no Brasil, na ampliação de sua capacidade portuária no Maranhão e na expansão da ferrovia de Carajás. A segunda mineradora do mundo investirá mais de US$ 2,9 bilhões no terminal de Ponta da Madeira (MA) e, em Carajás, 605 quilômetros de trilhos da linha férrea serão duplicados. A linha ferroviária será ampliada em 100 km. (RR)

 

Fonte: Valor Econômico

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