NOTÍCIAS

Vale vai cercar 101 quilômetros da Ferrovia Carajás

9 de janeiro de 2013

rnA Vale tem planos de cercar os 101 quilômetros do ramal ferroviário que vai construir para ligar a Estrada de Ferro de Carajás (EFC) ao projeto S11D, nova área de produção de minério&nb

rn

Vale tem planos de cercar os 101 quilômetros do ramal ferroviário que vai construir para ligar a Estrada de Ferro de Carajás (EFC) ao projeto S11D, nova área de produção de minério de ferro da empresa, na Serra Sul de Carajás. O cercamento da faixa de domínio da ferrovia deve se estender também a outros trechos dos 892 quilômetros da EFC, alvo constante de invasões que paralisam o transporte do minério escoado para exportação pela região norte do país.

rn

Zenaldo Oliveira, diretor de operações logísticas da Vale, confirmou que o ramal ligando a EFC ao S11D será cercado e que a empresa estuda ainda cercar trechos existentes da ferrovia. Nos trechos operacionais, a Vale deverá negociar o cercamento com prefeituras e associações locais. “Mas não é só cercar. Também estamos fazendo viadutos e trabalhamos questões sociais com governo e comunidades”, disse Oliveira.

rn

Serão construídos 45 viadutos na EFC dentro da expansão da ferrovia que terá a capacidade praticamente duplicada para atender ao crescimento da produção de minério de ferro de Carajás com o S11D. A construção dos viadutos será importante para dar mais fluidez ao tráfego em comunidades da área de influência da EFC. Em 2012, houve uma invasão de indígenas que paralisou a EFC por alguns dias. Nos últimos anos, a ferrovia tem sofrido invasões e protestos feitos por grupos que, muitas vezes, não têm demandas diretas em relação à mineradora, mas buscam pressionar o governo em relação a outros temas.

rn

Em média, chegam 12 trens por dia carregados com minério de ferro no complexo industrial de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, por onde o produto é embarcado em navios para o mercado externo. Esse número de trens vai dobrar com a produção do S11D. O crescimento na demanda também leva a Vale a buscar inovações para melhorar a produtividade e reduzir custos operacionais da malha.

rn

Oliveira citou, por exemplo, estudos para operar locomotivas com gás natural. A Vale testou o uso de biodiesel e agora a ideia é ter locomotivas rodando a gás natural. O projeto está em fase inicial, mas há protótipo a gás operando na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que escoa a produção de minério de ferro de Minas Gerais exportada via Vitória, no Espírito Santo.

rn

O executivo citou outro estudo que consiste em utilizar dormentes de plástico, que estão sendo testados em trecho da EFC. “Precisamos fazer uma observação [do material] ao longo de anos para ver os resultados”, disse Oliveira. A Vale vem substituindo os antigos dormentes de madeira por peças de concreto e de aço na EFC e na EFVM. Outra inovação é o uso de uma máquina que renova a linha férrea substituindo brita, dormentes e trilhos de forma automatizada. A máquina é capaz de trocar 1,5 quilômetro de linha em 12 horas.

rn

Everardus Pouw, gerente-geral de operações da EFC, mencionou outra inovação, o uso do freio elétrico-pneumático, que melhora a frenagem dos trens. Em Carajás, a Vale incorporou, há alguns anos, comboios com 336 vagões para o transporte de minério. “É o maior trem do mundo em operação regular”, disse Pouw. O comboio se estende por 3,5 quilômetros. Com o freio elétrico-pneumático, a composição freia ao mesmo tempo e evitam-se choques, aumentando a vida útil dos vagões. Hoje o sistema de freio da composição funciona a ar, o que resulta em maiores choques entre os vagões.

rn

A Vale também incorporou um sistema de engate de locomotivas em movimento para auxiliar na tração em trecho de subida da EFC, entre Marabá (PA) e Açailândia (MA). O mecanismo é conhecido como “helper dinâmico” e está há três anos em operação. Antes era preciso parar o trem e engatar duas locomotivas extras que ajudam a empurrar o comboio. Com o novo sistema, a locomotiva persegue o trem em movimento e, sem o auxílio do maquinista, a máquina se conecta em movimento ao último vagão reforçando a tração do comboio. “Ganhamos 900 litros por trem e economizamos uma hora no percurso, o que gera mais produtividade”, disse Pouw

rn

 

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



AngloGold Ashanti realiza simulado de emergência de barragem na comunidade de Barra Feliz

19 de novembro de 2018

Terceiro evento em Santa Bárbara mobiliza moradores. Mais de 240 se envolveram na ação, 60% do público-alvo. Próximo treinamento ocorrerá…

LEIA MAIS

Fabio Schvartsman participa de evento corporativo em São Paulo

16 de abril de 2018

O diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, participou, no dia 10 de abril, do Itaú Macro Vision, evento voltado para o…

LEIA MAIS

Juristas e empresários vão debater nova legislação do setor mineral

28 de outubro de 2019

A legislação da indústria da mineração, tanto a brasileira quanto a de outros países mineradores, será amplamente debatida durante a…

LEIA MAIS