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Biofábrica da Vale produz mudas de espécies raras e ameaçadas em Minas Gerais

14 de janeiro de 2016

A biofábrica está focada inicialmente na reprodução de orquídeas, bromélias, cactáceas, gramíneas e árvores nativas de regiões do Quadrilátero Ferrífero.

Biofábricas são laboratórios de produção de agentes biológicos em larga escala. A Vale tem a primeira biofábrica do mundo no setor mineral especializada na reprodução de espécies botânicas da flora nativa. Neste ambiente, são recriadas as condições ideais de nutrição, temperatura e luminosidade para garantir o desenvolvimento das espécies, principalmente as raras e as ameaçadas de extinção.
 
A biofábrica da Vale está localizada no Centro de Tecnologia de Ferrosos, em Nova Lima (MG). Desde o início das atividades, em março de 2015, já temos 550 mil mudas em desenvolvimento de 50 diferentes espécies. Algumas delas já estão na etapa da aclimatação, que é o processo adaptativo das mudas às condições naturais de seus habitats de origem.
 
A biofábrica está focada inicialmente na reprodução de orquídeas, bromélias, cactáceas, gramíneas e árvores nativas de regiões do Quadrilátero Ferrífero, onde há forte presença de campos rupestres e florestas em transição com a Mata Atlântica. Futuramente, a biofábrica de Nova Lima poderá produzir plantas de outros lugares do país. "Nada impede que eventualmente trabalhemos com espécies da Floresta Amazônica, por exemplo, já que a Vale também está presente no Pará. As possibilidades são muito grandes", afirma Ramon Braga, coordenador da biofábrica.
 
Os equipamentos da Biofábrica foram reaproveitados de estruturas disponibilizadas pela Mina Córrego do Meio, em Sabará (MG), que se encontra em processo de fechamento.
 
Espécie considerada extinta na natureza ganha vida na Biofábrica
 
Dentre as 50 espécies que estão sendo reproduzidas pela biofábrica está a Hoffamannseggella milleri, uma orquídea de pequenas flores vermelhas, considerada extinta na sua área de origem, a região do município de Itabirito (MG). Sob condições naturais a H. milleri pode produzir até 10 mil sementes para cada flor fecundada, entretanto o índice de germinação dessas sementes na natureza é extremamente baixo, próximo a zero, pois as sementes não contêm nenhuma reserva nutricional e dependem de condições perfeitas para se desenvolverem. “É preciso um equilíbrio perfeito entre umidade, luminosidade, nutrientes e até a presença de um fungo específico no solo que, por simbiose, transfere os nutrientes necessários ao desenvolvimento da planta", explica Ramon Braga.
 
A partir de poucos indivíduos encontrados na natureza e com as condições ideais reproduzidas em laboratório já foi possível obter 15 mil mudas desta espécie, que em breve serão reintroduzidas em seus habitats de origem.
 
Vale
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