Os primeiros cem dias de 2025 demonstram que as mudanças mais cruciais, rápidas e profundas são de natureza geopolítica. O impacto já pode ser sentido em diferentes dimensões. Essa tensão global, liderada pelos Estados Unidos, foi discutida em Madri, capital espanhola, por executivos e lideranças de vários setores, entre os quais, a mineração brasileira, no 2º Foro Transformaciones, realizado pelo Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE), nos dias 8 e 9 de maio, no Auditório da Fundación Mapfre.

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Raul Jungmann, diretor-presidente do IBRAM, participou da mesa temática “Soberania: como estar seguro na nova ordem?”. Ele ressaltou que os países e blocos econômicos passaram a considerar as cadeias de suprimento de minerais críticos e estratégicos (MCEs) que sejam seguras como uma questão de soberania nacional, indo além da preocupação com a transição energética e descarbonização, mas também para defesa e desenvolvimento de novas tecnologias. O dirigente ressaltou que a produção dos MCEs no Brasil pode ser expandida, o que representa oportunidade de suprimento perene e seguro para as diversas nações. A disputa por recursos estratégicos, como terras raras e semicondutores, também foi abordada por Jungmann.
No encontro, os participantes também trataram de outros temas sob a ótica das recentes transformações geopolíticas, como a segurança de dados financeiros na nuvem; a militarização do ciberespaço e os riscos para a soberania digital; o impacto da dependência tecnológica nas relações internacionais. Participaram do debate com Raul Jungmann, Lúcia Abellán, editora-chefe de Assuntos Internacionais do El País; José Juan Ruiz, presidente do Real Instituto Elcano, e Winston Fritsch, economista.
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