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EXPOSIBRAM 2017 debate Internet das Coisas na Mineração

22 de agosto de 2017

Com o tema “Um Olhar sobre o Futuro da Mineração”, especialistas brasileiros e internacionais estarão reunidos entre os dias 18 a 21 de setembro em prol da atividade minerária

A Internet das Coisas (IoT) está transformando a indústria. Termo criado pelo especialista britânico Kevin Ashton, do Instituto de Tecnologia de Massachusettsch (MIT), nos Estados Unidos, em 1999, tem como meta levar conectividade, sensores e inteligência para qualquer setor da sociedade.
 
No segmento de mineração  a Internet das Coisas já começa a ser realidade. O tema será um dos destaques da programação do  17º Congresso Brasileiro de Mineração, encontro realizado simultaneamente com a Exposição Internacional de Mineração (EXPOSIBRAM). O evento,  promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), ocorrerá entre os dias 18 e 21 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
 
Para Constantino Seixas Filho, diretor geral da Accenture e palestrante do evento, a EXPOSIBRAM é o fórum ideal para debater as inovações e as necessidades da indústria de mineração. “É o momento de discutir como agilizar a modernização do processo produtivo, buscando aumento de eficiência e de competitividade das empresas brasileiras. A Industry X.0 se coloca como uma solução para diversos problemas desse segmento, mas o tema ainda precisa ser melhor disseminado. É imensa a desinformação sobre o potencial das novas tecnologias”.
 
Palestrante no painel “A Digitalização Iminente e a Internet das Coisas na Mineração”, Constantino acredita que o evento será uma oportunidade para mostrar a todos os atores presentes que há caminhos viáveis quando o assunto é tecnologia e que outras empresas já estão trilhando.
 
O impacto da IIoT(Industrial Internet of Things) na área mineral é muito grande e se dá em diversas dimensões. O connected Mine é um exemplo disso. “A solução de mina conectada visa colher informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, armazená-los na nuvem, realizar data analytics de forma centralizada e depois distribuir o resultado para todos os gerentes e operadores da cadeia de produção, por meio de tablets”, explica Constantino.
 
Outro exemplo é o Connected Worker. Por meio de aparelhos eletrônicos com internet como óculos, celulares e tablets, o operador de campo pode executar um trabalho com mais agilidade, segurança e qualidade. “Imagine ter que realizar uma manutenção de campo e dispor de todos os documentos em formato digital em um tablet, incluindo diagramas P&IDs, procedimentos de manutenção de calibração de uma balança ou de inspeção de campo. A ineficiência dos processos de campo sem esse tipo de assistência é enorme. Agora e possível reduzir uma atividade que levaria dias a alguns minutos”, detalha.
 
Para Constantino, a implementação de novas tecnologias no setor industrial tem muitos desafios a serem enfrentados. O primeiro e maior deles é realizar a chamada convergência IT-OT, isto é, ajunção dos sistemas de TI com os sistemas de operação. “Enquanto essa governança não for unificada e as arquiteturas não forem integradas, teremos dificuldades para evoluir na velocidade que a revolução digital exige. Também precisamos de investimentos na infraestrutura. Esse desafio tem que ser enxergado como um compromisso da organização e não de uma área operacional, que precise implantar um projeto para ganhar produtividade”, afirma.
 
Com o tema “Um Olhar sobre o Futuro da Mineração”, especialistas brasileiros e internacionais irão debater na EXPOSIBRAM esse e outros assuntos que levam em conta o contexto político e socioeconômico global, bem como as perspectivas dos negócios da indústria mineral para as próximas décadas.
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