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Fronteiras de ferro e ouro

8 de novembro de 2012

rnNorte do estado, Conceição do Mato Dentro e a Serra Azul de Minas recebem investimentos para abertura de áreas até então intocadas, que surpreendem até as mineradorasrnO Norte de Minas ganhou o títul

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Norte do estado, Conceição do Mato Dentro e a Serra Azul de Minas recebem investimentos para abertura de áreas até então intocadas, que surpreendem até as mineradoras

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O Norte de Minas ganhou o título de nova fronteira da indústria da mineração, mas começa a dividir as atenções com outros áreas de grande potencial descoberto pelas empresas, como Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, na Região Central do estado, e as frentes abertas nas próprias reservas em operação que apresentam depósitos superiores ao esperado pelas mineradoras no Quadrilátero Ferrífero. Os projetos dos grupos siderúrgicos Gerdau, de Porto Alegre, e ArcelorMittal, maior produtor mundial do setor, são exemplo de uma leva de investimentos que surge em função do avanço das mineralizações de ferro na região de Ouro Preto e na Serra Azul de Minas.

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Em Conceição do Mato Dentro, distante 175 quilômetros de Belo Horizonte, o grupo britânico Anglo American refez o cronograma de entrada em operação de uma megarreserva de minério de ferro para a segunda metade de 2014. Maior projeto da companhia no mundo, o Minas-Rio contempla instalações para a produção de 27 milhões de toneladas anuais na etapa inicial, um mineroduto de 525 quilômetros que atravessa 32 municípios de Minas e do Rio de Janeiro e terminal portuário próprio em São João da Barra (RJ). As obras encerraram o mês passado com 150 frentes e 13 mil homens trabalhando, informou o presidente da unidade de negócio minério de ferro Brasil da Anglo American, Paulo Castelari.

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Segundo o executivo, a competitividade do projeto está apoiada em pelo menos dois fatores essenciais: a qualidade premium do minério encontrado na região de Conceição do Mato Dentro e o baixo custo de produção estimado da mina ao cliente na China, ao redor de US$ 80 por tonelada. “Mesmo no ambiente atual desfavorável dos preços no mercado internacional, esses fatores significam garantia para o Minas-Rio”, afirma. A mineradora trabalha com um potencial de produção de até 90 milhões de toneladas anuais, contando com uma reserva de 5,8 bilhões de toneladas. Das instalações de beneficiamento sairão pelotas de ferro com 68% de teor de ferro.

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Com o mesmo objetivo de ampliar os limites da lavra de suas reservas, a ArcelorMittal Mineração Brasil fez nova campanha de sondagens no ano passado para conhecer todo o recurso geológico de que dispõe. A companhia detém as minas do Andrade, em Bela Vista de Minas, e Serra Azul , em Itatiaiuçu. O resultado das sondagens estará nas mãos do presidente da mineradora, Sebastião Costa Filho, até março do ano que vem. “Já temos uma ideia do recurso, mas precisávamos refinar os valores apurados. Queremos avançar na lavra”, afirma o executivo.

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Na Serra Azul de Minas, os investimentos estão sendo feitos para ampliar as instalações de britagem que ainda não são capazes de suprir a etapa de concentração do minério, com capacidade para produzir 3,6 milhões de toneladas por ano. Outra estratégia é melhorar a logística de escoamento da produção, além da decisão da mineradora de participar junto à Mineração Usiminas da licitação do Porto do Meio na Baía de Sepetiba (RJ), orçado em US$ 800 milhões.

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O grupo Gerdau também anunciou que vai ampliar os seus investimentos na mineração de ferro em Miguel Burnier, distrito do município histórico de Ouro Preto. De acordo com a companhia, avaliações recentes apuraram que as reservas são 117% maiores do que o divulgado anteriormente, somando 6,3 bilhões de toneladas, em lugar das 2,9 milhões de toneladas conhecidas até então. Os novos investimentos até 2016 serão de R$ 500 milhões para aumentar a capacidade de processamento do material de 11,5 milhões de toneladas para 18 milhões de toneladas ao ano. Com isso, a Gerdau desistiu de buscar sócios para o empreendimento.

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DAQUI PARA O FUTURO
Promessa de R$ 8,6 bilhões

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Os primeiros projetos do setor privado que abrem, de fato, uma fronteira da mineração no Norte de Minas Gerais começaram a se desenvolver. A região receberá aportes estimados em R$ 8,6 bilhões em jazidas de minério de ferro em Grão Mogol, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, Padre Carvalho e Serranópolis de Minas e de ouro em Riacho dos Machados. Esses municípios constituem um grupo de duas dezenas de cidades, onde foi descoberta uma superjazida de minério de ferro, com depósitos de 12 bilhões de toneladas. A SAM Metais se prepara para ser a primeira empresa produtora de ferro no Norte, com previsão de obter a licença prévia para a mina, a planta de beneficiamento e um mineroduto no primeiro semestre de 2013. Os investimentos previstos no estado são de R$ 4, 2 bilhões até 2016. A Mineração Riacho dos Machados, do grupo Carpathian Gold, também está trabalhando para investimentos orçados em R$ 320 milhões e a Vale anunciou pesquisas em Grão Mogol, Rio Pardo de Minas, Serranópolis de Minas e Riacho dos Machados, com recursos de R$ 560 milhões.

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Fonte: Estado de Minas

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