NOTÍCIAS

IBRAM-CONIM participa da reunião ISO/TC 102 – Iron Ore and Direct Reduced Iron

23 de janeiro de 2024

Durante evento realizado no Japão, o Brasil mostrou-se bem preparado, assumiu posições de liderança e influenciou importantes trabalhos técnicos, conforme planejado

O IBRAM foi representado por Rejane Carvalho, Liana Joncew e Márcio Castilho. A delegação brasileira também contou com Bráulio de Freitas Pessoa do ITAK, Reinaldo Dantas Novaes da FLSMIDTH, e Renata Penna, Rodrigo Alves Costa, Simonny Guachalla e Samanta Santos representando a Vale.

O IBRAM foi representado por Rejane Carvalho, Liana Joncew e Márcio Castilho. A delegação brasileira também contou com Bráulio de Freitas Pessoa do ITAK, Reinaldo Dantas Novaes da FLSMIDTH, e Renata Penna, Rodrigo Alves Costa, Simonny Guachalla e Samanta Santos representando a Vale. (Crédito: Divulgação)

O IBRAM-CONIM – Comitê para a Normalização Internacional em Mineração desenvolve um robusto programa de apoio às empresas da indústria mineral, coordenando e fortalecendo a participação dessas empresas brasileiras nos trabalhos de desenvolvimento de normas técnicas da ISO (International Organization for Standardization) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Para o desenvolvimento das normas internacionais de minério de ferro, os comitês da ISO a saber, amostragem, análises químicas e ensaios físicos/metalúrgicos, se reúnem a cada dois anos em um país fornecedor ou consumidor de minérios. Especialistas da África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Holanda, Japão e Suécia reuniram-se em Tóquio para discutir as normas e os projetos desenvolvidos ao longo dos últimos 24 meses pelos grupos de estudo e grupos de trabalho da ISO/TC 102 – Iron Ore and Direct Reduced Iron.

Especialistas da África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Holanda, Japão e Suécia reuniram-se em Tóquio

Especialistas da África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Holanda, Japão e Suécia reuniram-se em Tóquio. (Crédito: Divulgação)

Na oportunidade, a partir dos esforços do IBRAM-CONIM, o Brasil se tornou responsável por quatro novas posições de liderança, além das que já detinha. Como as normas elaboradas pelo ISO/TC102 fazem parte das especificações em contratos comerciais, e, portanto, afetam diretamente o faturamento das empresas, a participação brasileira foi fundamental.  Para a coordenadora do IBRAM-CONIM, Rejane Carvalho, a reunião do ISO/TC 102 alcançou os objetivos propostos e a delegação brasileira foi bastante elogiada pelos chairs dos três subcomitês, pois o país estava preparado e dominava todos os assuntos, conseguindo aprofundar as discussões técnicas, bem como influenciar nos trabalhos em andamento. “As reuniões preparatórias promovidas pelo CONIM foram fundamentais para homogeneizar conhecimento e saber defender os interesses perante outros países, ressaltando a importância do trabalho de normalização nacional”, destacou. 

Os projetos que o Brasil passa a liderar referem-se a métodos para avaliação da variação de qualidade (ISO3084), amostragem de lamas (ISO16742), métodos para verificação de vícios de amostragem (ISO3086) e desenvolvimento da fluorescência de Raios-x utilizando materiais de referência, técnica essa que responderá a uma crescente demanda e que já é bem sucedida nas empresas brasileiras, mas que precisa de reconhecimento internacional. Cabe ressaltar a participação brasileira apresentada em documento bem completo e embasado para revisão da norma ISO 3082 (Iron ores – Sampling and sample preparation procedures), que é uma das mais importantes do Comitê. Esse documento brasileiro foi bem aceito e será utilizado para a nova edição da referida norma. Registra-se também a manutenção da liderança brasileira para revisão do TCR 5, que é o relatório técnico do TC102 com definição dos critérios para avaliação prévia à publicação de todas as normas produzidas no subcomitê de análises químicas. 

O evento foi realizado entre os dias 5 e 8 de dezembro de 2023.

O evento foi realizado entre os dias 5 e 8 de dezembro de 2023. (Crédito: Divulgação)

Um dos pontos mais críticos da reunião, estudado e esperado pelo Brasil, teve seu foco na análise de umidade.  Ao longo do trabalho do SG08, coordenado pela Suécia, o Brasil teve um relevante papel que corroborou para a finalização desse grupo de estudo que buscava o aumento da temperatura de secagem para análise de umidade, de 105ºC para 140ºC, podendo gerar significativos impactos financeiros.  Da mesma forma, atuou junto à proposta japonesa que, semelhantemente, buscava o aumento da temperatura de secagem da amostra na revisão da ISO3087 (Iron ores – Determination of the moisture content of a lot), redirecionando essa proposta de estudo para avaliações in-house e focada em minérios diferentes do minério brasileiro, ou seja, minérios com água combinada elevada, como exemplo, minérios pisolíticos. 

O IBRAM foi representado por Rejane Carvalho, Liana Joncew e Márcio Castilho. A delegação brasileira também contou com Bráulio de Freitas Pessoa do ITAK, Reinaldo Dantas Novaes da FLSMIDTH, e Renata Penna, Rodrigo Alves Costa, Simonny Guachalla e Samanta Santos representando a Vale. O evento foi realizado entre os dias 5 e 8 de dezembro de 2023. 

Fundamental que o Brasil se mantenha atuante até a próxima reunião presencial da ISO/TC 102 – Iron Ore and Direct Reduced Iron, prevista para outubro de 2025 em Perth, Austrália.

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



Raul Jungmann apresenta à Margareth Menezes panorama dos investimentos do setor mineral em projetos culturais

23 de dezembro de 2023

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, esteve no Ministério da Cultura, na tarde desta 5ª feira…

LEIA MAIS

Participe do I Seminário de Mineração e Meio Ambiente da Bahia

19 de setembro de 2018

Estão abertas as inscrições para o “I Seminário de Mineração e Meio Ambiente da Bahia”. O evento será realizado entre…

LEIA MAIS

MINÉRIO DE FERRO: Preço tem leve alta no mercado futuro

1 de novembro de 2017

O contrato mais negociado no mercado futuro de minério de ferro, na China, com vencimento em janeiro de 2018, passou de 428 para 429,5 iuanes, ou US$ 65,09 a tonelada, de acordo com o câmbio.

LEIA MAIS