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Mineração: oportunidade para várias profissões

16 de março de 2020

O Pará é o 1º do ranking de exportações minerais do Brasil, com 33% de participação, de acordo com o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral). Esse resultado de 2019 colocou o estado à frente de Minas Gerais e Espírito Santo. No ano passado, foram comercializadas 192 milhões de toneladas de minério, cerca de 90% das exportações totais do Pará. O bom desempenho movimentou cerca de 15 bilhões de dólares. China, Malásia e Japão são os maiores mercados consumidores do minério paraense. Devido à sua importância para economia do Pará, a atividade tem um dia a ser celebrado, o Dia Estadual da Mineração, em 14 de março.

Mais que resultados financeiros, o setor de mineração tem sido uma oportunidade à população paraense para o desenvolvimento profissional. O Simineral calcula que a atividade gera 266 mil empregos diretos e indiretos. Quase 80% dos empregados nas unidades da Hydro, por exemplo, nasceram no Pará. Um deles é Antônio Wilson da Silva, 25 anos, que atua como operador de mina na Mineração Paragominas, unidade de extração de bauxita. O pai e dois primos de Antônio também trabalham na empresa.

De soldador a engenheiro

Ao escutar as histórias do pai sobre o trabalho, Antônio migrou de profissão logo na seleção para empresa. Ele tinha experiência como soldador e concorreu a uma vaga de operador de mina. Agora, a sua meta é concluir a graduação. “Vou completar cinco anos na empresa. Quando eu entrei, tinha somente o ensino médio e, agora, estou estudando Engenharia Mecânica. Eu sempre quis fazer um curso de Engenharia. Busco melhorar minha qualificação e crescer junto com a empresa”, ressalta.

A Mineração Paragominas opera uma das maiores minas de bauxita do mundo. Segundo o Simineral, esse minério é o quarto mais exportado pelo Pará, responsável por 14,5% do volume total. Em 2019, as empresas desse segmento comercializaram 1,029 milhões de toneladas, que representaram 227 milhões de dólares.

Nova geração da Vila dos Cabanos

A bauxita da Mineração Paragominas segue para Barcarena, por meio de um mineroduto de 244 Km, onde é refinada em alumina na Alunorte. Foi lá que Daniel Fuchshuber Moraes, 40 anos, começou a trabalhar no grupo Hydro, há 14 anos. Graduado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Contabilidade e Auditoria, ele já passou por algumas áreas estratégicas da Companhia, como a Auditoria Interna Corporativa e o Centro de Serviços Compartilhado de Finanças. “Atualmente, integro o time global de Finanças, no escritório em Belém, no qual estamos em sinergia com as unidades em todo o mundo para melhoria dos nossos processos”, conta.

Aos cinco anos, Daniel chegou a Vila dos Cabanos, em Barcarena, onde estão localizadas duas unidades da Hydro. O pai trabalhou na Albras e, posteriormente na Alunorte, num total de quase 30 anos até se aposentar. “Chegamos no município em 1985. Ele teve uma trajetória de trabalho fenomenal com o reconhecimento da empresa. Essa trajetória é um grande exemplo de sustentabilidade e de como somos respeitados e valorizados pela organização”, conta.

As expectativas de Daniel vão além dos benefícios profissionais. “O que me atraiu a trabalhar na Alunorte foi o fato de ser uma empresa sustentável, que, na época, estava em plena expansão. Eu quero que o negócio se expanda e que a sociedade seja impactada positivamente. Se observarmos, tudo em nossa volta é feito de alumínio e ficaremos surpresos com isso. Em cinco minutos, entendemos a relevância do alumínio no nosso dia a dia”, destaca.

A alumina produzida na Alunorte é transformada em alumínio primário pela Albras, também em Barcarena, a maior produtora do metal no Brasil, que alimenta os mercados interno e externo com lingotes de alta pureza “Na empresa, eu posso crescerem nível técnico como engenheiro ou em área gerencial. Busco o meu desenvolvimento, sempre de olho nos resultados que entrego à Companhia”, salienta André Ferraioli, 29 anos, engenheiro de Processos. Graduado em Engenharia Elétrica, ele ingressou na Albras pelo programa Trainee há cinco anos, tendo sido efetivado na sequência. Ainda criança, ele acompanhava o pai – aposentado da Albras, após 30 anos de atividades – nas visitas e eventos voltados aos familiares. “Eu via a dedicação dele e a importância da empresa. Fui adquirindo simpatia pela Albras e corri atrás de fazer parte dela”, afirma.

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