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Vale pode fazer investimento de até US$ 2 bi na Indonésia

10 de julho de 2012

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A Vale Indonésia, uma ramificação da mineradora brasileira, tenta renegociar contrato com o governo da Indonésia e poderá fazer um novo investimento de até US$ 2 bilhões para impulsionar as operações locais, disse Murilo Ferreira, presidente da companhia, em entrevista à agência “Dow Jones”.

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Ferreira espera que a Vale Indonésia se torne a primeira companhia internacional que opera no país a negociar uma mudança total de contrato, permitindo uma revisão de  todos os aspectos dos termos de trabalho. “Temos tudo em ordem para começar e, se der tudo certo, vamos adiante com esse novo investimento de US$ 2 bilhões”, disse Ferreira.

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A Vale Indonésia explora níquel, sob um contrato de trabalho que tem validade até 2025. O novo contrato, disse Ferreira, se estenderia para depois da data. “A mineração é uma indústria de longo prazo. Para assegurar o futuro, precisamos remover as incertezas”, disse o presidente da mineradora.

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Hatta Rajasa, ministro de coordenação econômica da Indonésia, disse ontem que a mineradora discutiria com o governo “todos os aspectos do novo contrato, como royalties, desinvestimentos, terras e construção de fundições”. Por muitos anos, o governo da Indonésia pediu que as companhias estrangeiras renegociassem seus contratos de mineração para adequá-los à Lei de Mineração de 2009.

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O investimento de US$ 2 bilhões seria usado para expandir a fundição, construir uma refinaria e elevar a produção anual de níquel, de 75 mil toneladas em 2011 para 120 mil toneladas em 2015, afirmou Ferreira.

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Para o executivo, não há motivo para preocupação com a lucratividade da Vale Indonésia, mesmo que a desaceleração econômica tenha afetado esse indicador da unidade. “A indústria de mineração é de longo prazo. Vemos volatilidade nos preços, mas não estamos preocupados”, disse.

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“A coisa mais importante é observar a demanda no longo prazo, e temos as economias emergentes, com populações enormes, onde estamos direcionando mais investimentos”, adicionou. Esses países precisarão de matéria-prima para infraestrutura, como ferrovias e aeroportos, apontou.

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Fonte: Dow Jones Newswires

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